sexta-feira, 15 de maio de 2015

B.B. King nasce para a vida eterna dos gênios da Arte



Blues Boy King - 16/9/1925 - 14/5/2015


Celso Blues Boy  brincou uma vez que a morte estraga qualquer fim de semana. E eu rebati - principalmente pra quem morre. A morte de B.B. King aos 89 anos estragou o meu. Só mesmo a dama da foice poderia parar Blues Boy King e sua Never Ending Tour, que continuará ad aeternum ao lado de tantos gênios do condomínio blues rock do astral. Celso deve ter sido um dos primeiros a abraçá-lo, já que adotou seu nome e teve a merecida honra de tocar e gravar ao seu lado.


B.B. King, Eric Clapton, Robert Cray, Jimmy Vaughn, Robert Randolph, Johnny Winter e outros. Crossroads Festival, 2010

Um de seus discípulos, Eric Clapton, divulgou um vídeo em homenagem ao mestre, disse que ele era como um farol guia de todos que amam o blues, inspirador de sua geração para criar o blues rock na Inglaterra e levar a música dos mestres negros para receber o devido reconhecimento na América, onde esses gênios viviam relegados pelo racismo. Eric gravou com ele o álbum Riding With The King, lançado em 9 de junho de 2000, em que mestre e discípulo se integram numa obra prima. No vídeo Eric recomenda o álbum B.B. King Live At The Regal como uma de suas principais influências quando era um jovem, guitarrista. O álbum, gravado no Regal Theatre de Chicago, foi lançado em 1965 e é considerado um dos maiores da história do blues. Eric arremata: "Não restam muitos que tocam o blues em sua forma pura como ele."





No documentário Rattle and Hum, o U2 presta uma bela homenagem a B.B. King, inspirada por uma passagem dele por Dublin, quando  a banda foi assisti-lo. A canção se chama When Love Comes To Town, o filme mostra B.B. e a banda numa sala, Bono canta a música pra ele e B.B. diz que os versos são "da pesada." Numa passagem de som, B.B. sola, pergunta se está bom assim, Bono ri e pergunta se ele está brincando. B.B diz que é muito ruim com acordes e Bono fala que ele pode deixar isso com Edge, que conhece todos eles. 





B.B. tinha a simplicidade dos verdadeiros gênios, para ele estava bom demais ter sido colhedor de algodão no estado do Mississippi na década de 30 no Sul fortemente racista e conquistar uma vida artística que lhe permitiu correr o mundo incansavelmente ano após ano. Sua casa era o planeta, já que fazia não menos de 200 shows anuais. Em 1988 ele bateu a marca de 300 shows. Mas o recorde foi no distante 1956, 342 shows.





Sua guitarra de fé, um modelo especial adaptado da Gibson ES-355, a última de uma linhagem de muitas, sempre batizadas de Lucille, deve repousar também para a eternidade em algum museu, parceira de uma  carreira de 43 álbuns de estúdio, de Singin' The Blues (1957) a One Kind Favor (2008). E 16 ao vivo, de Live At The Regal (1965) a Live At The Royal Albert Hall (2012). Material farto para inspirar muitas gerações de guitarristas.

Em 1970 ele ganhou o Grammy por The Thrill Is Gone e sucessos não  lhe faltam, entre eles You Know I Love You, Woke Up This Morning, Please Love Me, When My Heart Beats like a Hammer, Whole Lotta Love, You Upset Me Baby, Every Day I Have the Blues, Sneakin' Around, Ten Long Years, Bad Luck, Sweet Little Angel, On My Word of Honor, Please Accept My Love.

Valeu muito Blues Boy King.


Leia o factual aqui: http://oglobo.globo.com/cultura/musica/morre-aos-89-anos-guitarrista-compositor-bb-king-lenda-do-blues-16165416

4 comentários:

  1. Existem anjos que tocam harpas e outros que tocam guitarras! :)

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  2. Existem anjos que tocam harpas e outros que tocam guitarras! :)

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  3. Um Gënio a menos entre nós e um Deus a mais lá em cima !!
    RIP Mestre !!

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