segunda-feira, 18 de maio de 2015

Scalene merece vencer a temporada 2015 do Superstar

 
Gustavo Bertoni (de madrugada não tinha da banda toda no site do programa)
Por mim Scalene é o vencedor desta temporada do Superstar. Neste domingo foram as bandas do Paulo Ricardo, as que me interessam por ser rock e, como assisti todos, não vejo em outras modalidades quem esteja à altura desta excelente formação de Brasília. São bons de composição, de arranjo, de execução, muito bem entrosados e já tem três discos no currículo para mostrar que tem fôlego para uma carreira. Apresentaram a canção Danse Macabre, de seu primeiro álbum, Real/Surreal, inspirado no assassino em série da ficção Dexter, o que explica versos como "(...) Prometo suprir o vazio que consome o que resta de ti. A incerteza é forte, cortante, sem cessar. Sou o começo e o fim, verdadeiro e ruim." O arranjo começa contido e explode com Gustavo Bertoni (guitarra e voz) seguro tanto na interpretação mais contida, como mostrou também da vez passada, quanto na explosão quase gutural, quando a banda apresenta uma espessa massa sonora. Havia dois tecladistas no fundo do palco reforçando o som do quarteto que, além de Gustavo, tem o irmão Tomas Bertoni (guitarra), Lucas Furtado (baixo) e Philipe Makako (bateria e vocal).

Esta semana os jurados receberam o reforço de convidados que também opinam sobre os concorrentes e dão mais dois pontos para a cotação de cada um. Eriberto Leão, que encena um musical sobre Jim Morrison, fez uma engajada participação em que cobrou mais  "dedo na ferida" das novas bandas e arrematou: "O rock'n'roll é a esperança do Brasil." Frase dita num momento em que uma nova geração de rock dá as caras com disposição de partir pras cabeças.


A piada do dia foi Thiaguinho dizer que o lema dele é "ousadia e alegria." Caraca  moleque, ô cara ousado este menino. Sandy brincou com sua mancada da gaita beat box ao confundir baixo com guitarra e Paulo Ricardo deu um chega pra lá nela em defesa da Big Time Orchestra. Sandy lamentou que eles tocaram  Meu Erro, dos Paralamas do Sucesso, e não uma música autoral e Paulo disse que muita gente nunca compôs e fez carreira como Frank Sinatra, João Gilberto e Elvis Presley. Vi reclamações no Face de que alguns desses tem composições, mas não é a regra na carreira deles. Na verdade nem sei se tem, teria que pesquisar.



Clipe da música apresentada pelo Scalene


A gatona Rafa Brites é a apresentadora revelação deste ano em minha opinião e há semanas venho imaginando se isso não provocaria ciúmes em Fernanda Lima. Ontem Rafa mal apareceu, não teve comentários de espectadores que é o papel dela e nem ela com as bandas. Estou dando uma de site de fofocas aqui, mas espero que não sufoquem a Brites, que tem se saído muito bem. Fernanda Lima é daquelas pessoas que, quando vai a algum lugar, o ego chega duas horas antes.


Na hora de salvar uma das três formações com menor pontuação, Paulo Ricardo salvou a Scambo uma banda entrosada que apresentou a autoral janela, uma composição mediana com interpretação idem. Moondogs mereceu a eliminação, não sei há quanto tempo existem, não achei isso no site deles, mas se são antigos então são ruins mesmo. A justificativa de Paulo Ricardo para não salvar o Tianastácia foi furada, de que já são superstars, e tem longa carreira. Como bem disse o Marcelo Hayena (banda Uns e Outros) no Facebook "então porque raios deixaram os caras entrarem?" Melhor banda das três, foi discriminada também pela Sandy, que não lhes deu os seus sete pontos porque já são consagrados.


Stereosound com um samba rock funk se destacou mais pela letra que perguntava se o que eles tocavam era samba. Na verdade um híbrido que achei sem graça. A Falange cantou em inglês, o que não gosto para bandas brasileiras. Não há a menor chance para eles de uma carreira no exterior porque não tem estofo para isso e seu único destaque é um bom entrosamento vocal. Como eram todas bandas de Paulo Ricardo, ele forçou a barra na defesa. Disse que Beatles e Stones também começaram gravando covers, só que estas bandas deram um senhor upgrade nas regravações, a anos luz da capacidade da Falange. 


A Supercombo, a quem Paulo Ricardo deu a pomposa avaliação de ponte entre o tropicalismo e a geração Y pra mim ficou mais para Z de zero com sua versão de Epitáfio, uma canção que não se presta a tanta animação por se tratar de um melancólico balanço de vida. Difícil pensar em animação quando se canta coisas como "devia ter amado mais, ter feito o que eu queria fazer", etc.

Além de Eriberto Leão, os demais convidados incluíram Dado Villa Lobo, que está lançando sua biografia, e Rodrigo Suricato, da melhor banda da edição passada. Semana que vem são as bandas da Sandy.







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