segunda-feira, 29 de junho de 2015

Bandas de rock Scalene e Versalles passam para a semifinal do Superstar



 Versalles

Estava com medo de o rock ser eliminado neste domingo do Superstar. Estava em minoria, duas bandas contra sete de outros gêneros. Paulo Ricardo votou na Scalene e sua pontuação passou de 60% para 67%. Sandy votou na Versalles e a banda escalou de 57% para 64%. Thiaguinho votou na dupla que já estava em primeiro, Dois Africanos, que somaram 81% com o reforço. Isso porque os jurados só votaram no final, cada um destinou seus sete pontos para a formação de sua escolha.

Se eles tivessem dado seus 21% como antes, a média de votação seria mais elevada que a da semana passada. Os Dois Africanos, por exemplo, com os 21% dos três iriam para estelares 95%. Duas boas bandas foram eliminadas. A Big Time Orchestra finalmente apresentou uma original, Buraco da Camiseta, com arranjo superior ao da semana passada com Sonífera Ilha, dos Titãs. Teve apenas 54% dos votos, o número exato para que a tela subisse. Aliás com o percentual de 70%, o inicial, a tela teria subido apenas para os Dois Africanos. À medida que a votação dos concorrentes baixa, o número diminui. Baixou para 61% com a Devir, de MPB, e para 54% com a banda de forró Dona Zaíra.

O rock se saiu muito bem com duas grandes performances. A favorita Scalene não se saiu tão bem nos votos sem os 21 pontos dos jurados, mas sua apresentação foi vigorosa e impecável, desta vez com o rockão Nós-Eles, sem o mesmo impacto da balada Amanheceu, da semana anterior, que lhes valeu 86% com os 21 pontos dos jurados. Sem eles, ficariam com 66%, seis a mais que neste domingo. A Versalles cresceu em performance, como vem acontecendo a cada semana, Criston Lucas  colocou melhor sua voz e interpretação em uma mistura de No One Knows (Queens of the Stone Age) com Que País É Este! (Legião Urbana).

 



 Scalene

Semana que vem é a semifinal com sete bandas e ficarão quatro para a final. Pelos últimos resultados arrisco que  os populares Lucas e Orelha e Dois Africanos se classificarão. Então serão cinco bandas na disputa de duas vagas. Os Serial Funkers tem sido bem votados e a Scalene também, até a semana passada pelo menos, e será aconselhável escolherem uma canção bem fácil. Versalles, Os Gonzagas e Devir estariam brigando pela última vaga. É preciso saber, também, se haverá outra mudança no modo de votação como houve neste domingo, o que influenciou bastante o resultado final.

Foram eliminados ontem D. Zaira (54%), mais consistentes que Os Gonzagas em minha opinião, e a Big Time Orchestra (54%), melhores que a Devir. Ficaram, pela ordem, Dois Africanos (81%), Scalene (67%), Lucas e Orelha (66%), Serial Funkers (65%), Gonzagas (64%), Versalles (64%) e Devir (61%).

domingo, 28 de junho de 2015

Rock perde um de seus fundamentais baixistas, Chris Squire






O rock sofre hoje uma enorme perda com a morte do grande mestre das notas graves, Chris Squire, do Yes, aos 67 anos Ele sofria de uma forma rara e devastadora de leucemia. Um dos maiores baixistas da história do rock e o maior do rock progressivo. O tecladista Geoffrey Downes, do Asia, e do Yes em 1980, 2013, 2014 e 2015, deu a notícia no twitter abaixo e, em seguida, a banda, em nota oficial no Facebook. 





Valeu muito Chris, você influenciou baixistas de várias gerações que levam adiante seu legado. Chris gravou três álbuns solo, colaborou  em discos de mais de 20 artistas e em 21 álbuns de estúdio e 10 ao vivo do Yes, o único integrante da banda a estar presente em toda a discografia.

Conheci o Yes através de um  amigo que vivia no exterior e, numa visita, trouxe o Yes Album, isso  na época do lançamento. Fiquei chapado com a  banda e com aqueles graves que saturavam minhas caixas Bravox. Este se tornou um de meus favoritos, juntos com o Fragile e o Close To The Edge. O show no primeiro Rock in Rio foi marcante, inesquecível. Quando o Yes começou na tocar eu estava na sala de imprensa batendo matéria pra enviar pro Jornal do Brasil e as divisórias tremiam como se fosse um terremoto. Chris Squire era o Deus do Trovão.

 


Utterly devastated beyond words to have to report the sad news of the passing of my dear friend, bandmate and inspiration Chris Squire. #yes
    — Geoffrey Downes (@asiageoff) June 28, 2015
 
Nota oficial do Yes:
"É com o coração extremamente pesado e insuportável tristeza que devemos informar o falecimento de nosso querido amigo cofundador do Yes, Chis Squire. Ele fez uma passagem tranquila noite passada em Phoenix, Arizona.

Em toda a existência do Yes, Chris foi o pilar e, de diversas maneiras, a cola que o manteve intacto por todos esses anos. Por conta de sua fenomenal performance no baixo, Chris influenciou incontáveis baixistas em todo o mundo, incluindo os  mais famosos. Chris também era um fantástico compositor, autor e coautor da música mais significativa do Yes, bem como de seu álbum solo Fish Out of Water.

 





Fora do Yes, Chris era o amantíssimo esposo de Scotty e pai de Carmen, Chandrika, Camille, Cameron e Xilan. Com seu afável caráter tinha muitos amigos...incluindo cada um de nós. Mas não era apenas nosso amigo, mas parte de nossa família e nós  o amaremos e sentiremos sua falta para sempre."

A nota, em inglês:
"It’s with the heaviest of hearts and unbearable sadness that we must inform you of the passing of our dear friend and Yes co-founder, Chris Squire. Chris peacefully passed away last night in Phoenix Arizona.

 





For the entirety of Yes’ existence, Chris was the band’s linchpin and, in so many ways, the glue that held it together over all these years. Because of his phenomenal bass-playing prowess, Chris influenced countless bassists around the world, including many of today’s well-known artists. Chris was also a fantastic songwriter, having written and co-written much of Yes’ most endearing music, as well as his solo album, Fish Out of Water.

Outside of Yes, Chris was a loving husband to Scotty and father to Carmen, Chandrika, Camille, Cameron, and Xilan. With his gentle, easy-going nature, Chris was a great friend of many … including each of us. But he wasn’t merely our friend: he was also part of our family and we shall forever love and miss him."



sexta-feira, 26 de junho de 2015

Mar de Música, Saturday Blues Night, Simple Plan, Republique du Salem, Legião Urbana na Flip

 O MAR DE MÚSICA




 O Mar de Música apresenta nesta sexta uma festa junina no Pilotis do Museu  de Arte do Rio na Praça Mauá nº5 a partir de 18h com entrada Franca. Numa produção com o Circo Voador a festa terá comidas típicas e apresentação do Cordão do Boitatá + DJ TataOgan (Vitrolinha).

 

 LEGIÃO URBANA NA FLIP

 



A Legião Urbana será tema de lançamento de dois livros em Paraty durante a Festa Literária de Paraty. O ex-guitarrista da banda Dado Villa-Lobos falará de sua biografia Memórias de um Legionário, escrita por ele com Felipe Demier e Romulo Mattos. O pesquisador e doutor em Literatura Mariano Marovatto lançará As Quatro Estações, sobre o álbum homônimo da Legião Urbana, parte da coleção O Livro do Disco. Vai rolar dia três de julho, sexta, na Livraria das Marés, Rua Tenente Francisco Antônio nº 352 - Centro Histórico, Paraty.

SATURDAY BLUES NIGHT






Neste sábado o Saloon 79 recebe a Saturday Blues Night com shows de Enio Vieira (foto) e a banda Laranjelectric. No repertório blues rock destes músicos influenciados pela nata do gêneroi, como Muddy Waters, Howlin' Wolf, Buddy Guy, Stevie Rayu Vaughan, ZZ Top.; Além de releituras de clássicos, rola´rá também músicas autorais. Enio é o barman guitarrista que solou atrás do balcão num show de Big Gilson no mesmo Saloon 79. Com Enio estarão no palco Maurício Mauk (baixo - Mauk & os Cadillacs Malditos/Estranhos Românticos/Big Trep) e Ygor Helbourn (bateria - Laranjeletric/Folks). A Laranjelectric é formada por Marco Lacerda (guitarra e voz), Marcus Kenyatta (guitarra), Ygor Helbourn (bateria) e Pedro Leão (baixo). Sábado 21h no Saloon 79, Rua Pinheiro Guimarães 79, Botafogo. Ingressos a R$20.

SIMPLE PLAN 







 A banda canadense de rock de baixos teores Simple Plan lançou o single Saturday, prévia do novo álbum que sai em setembro, o primeiro desde 2011. Apesar do longo hiato nada de novo, uma canção pseudo pesada com vocais e timbres de guitarra pasteurizados.

REPUBLIQUE DU SALEM




A banda Republique du Salem, que segue a linha de blues e southern rock, lança em 16 de julho um álbum que leva o nome do grupo, produzido por Marc Ford, ex-guitarra solo dos Black Crowes, que se desfez este ano. Ford vem ao Brasil para o lançamento com shows em São Paulo nos dias 8 (Bourbon Street) e 16 (Na Mata Café) de julho, além de uma apresentação no Estúdio Showlivre.com. É uma grande banda com uma pegada forte, bons instrumentistas, que grava em inglês e português. Depois que escutar o álbum escrevo um review.

A Banda é formada por Davi Stracci (vocal), Guido Lopes (guitarra, violão, piano) e Nae Silva (bateria).
As faixas do disco abaixo:

1. Take the Risk (4:54)
2. I will wait for You (blues for Nina) (3:58)
3. Path of Cain (5:12)
4. What You’re Like (4:16)
5. Interlude (2:59)
6. Closer (5:32)
7. Down the Narrow Road (2:49)
8. Drink your Wine (5:45)
9. Latindo (3:20)
10. Into the Silence (7:43)
11. Go Ye and Preach my Gospel (3:59)





quarta-feira, 24 de junho de 2015

Iron Maiden anuncia lançamento de The Book of Souls



 
Superado o câncer de  Bruce Dickinson, o Iron Maiden anuncia o lançamento, em quatro de setembro, de The Book of Souls, primeiro álbum duplo de carreira da donzela, com 17 faixas em 92 minutos, produção de Kevin Caveman Shirley ( Aerosmith, Dream Theater, Black Country Communion, Journey, The Black Crowes, Rush e Slayer). O álbum sairá em CD duplo com  um livro de capa dura em edição limitada, CD duplo standard, vinil triplo, audio digital standard e de alta resolução.

No comunicado, declarações do líder Steve Harris e do vocalista Bruce Dickinson.

Steve Harris: “Abordamos este álbum de maneira diferente dos anteriores. Muitas canções foram compostas dentro do estúdio, nós as ensaiamos e gravamos imediatamente quando ainda eram recentes, o que lhes deu um certo frescor de ao vivo. Estou muito orgulhoso de The Book of Souls, todos estamos, e mal podemos esperar para que os fãs ouçam e para levá-lo à estrada ano que vem."

Bruce Dickinson: "Estamos muito empolgados com The Book of Souls e nos divertimos bastante criando-o. Começamos a trabalhar no final do verão de 2014 [inverno pra nós] e gravamos nos Guillame Tell Studios em Paris, o mesmo do álbum Brave New World (2000). Ficamos entusiasmados  em sentir que a mesma vibração mágica estava presente por lá e nos sentimos imediatamente em casa. Quando terminamos, todos concordaram que cada faixa estava tão integrada no todo que precisava ser um álbum duplo, e assim será."


Volume um
1. If Eternity Should Fail (Dickinson) 8:28
2. Speed Of Light (Smith/ Dickinson) 5:01
3. The Great Unknown (Smith/ Harris) 6:37
4. The Red And The Black (Harris) 13:33
5. When The River Runs Deep (Smith/ Harris) 5:52
6. The Book Of Souls (Gers/ Harris) 10:27

Volume dois
7. Death Or Glory (Smith/ Dickinson) 5:13
8. Shadows Of The Valley (Gers/ Harris) 7:32
9. Tears Of A Clown (Smith/ Harris) 4:59
10. The Man Of Sorrows (Murray/ Harris) 6:28
11. Empire Of The Clouds (Dickinson) 18:01

terça-feira, 23 de junho de 2015

Mike Shinoda, do Linkin' Park, lança single solo






Mike Shinoda, rapper do Linkin Park,   lançou o single Welcome, de seu projeto solo Fort Minor, que existe desde 2005. Ele postou com um texto que transcrevo em português, tirado do site linkinparkbrasil.com O vídeo é em 360 graus. Enjoy.






Mike Shinoda:
Eu não planejava escrever uma nova canção do Fort Minor, ela meio que aconteceu. Não é parte de um novo álbum, é apenas um single e que eu sentia que queria que as pessoas escutassem agora mesmo.

‘Welcome’ é uma música subestimada. 

O Fort Minor sempre foi o meu canal externo como um músico solo e pintor, e uma maneira de eu construir uma confiança como indivíduo, através da minha voz individual. Eu toquei cada nota, escrevi e cantei cada palavra, produzi e mixei a música, e criei toda a arte.


O vídeo da música, gravado em Venice – Califórnia, é uma experiência em 360 graus. Nele, eu pinto um (enorme) mural feito de 1000 capas de discos de vinil. Após gravar o vídeo, eu autografei ou desenhei em cada uma das partes. Dentro de cada uma das capas de vinil, foi colocado um vinil com a música Welcome e também uma foto do mural inteiro. As 1000 unidades estão sendo vendidas (até se esgotarem).

Eu espero que vocês gostem de Welcome tanto quanto eu gostei de criá-la.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Scalene é mais votada mas três bandas de rock saem do Superstar


Este é o clipe original de Amanheceu


Scalene reafirmou sua condição de favorita neste domingo no Superstar. Foi a única concorrente a ir para a casa dos 80% e quase chegou aos 90, com o resultado final de 86%. Se foi uma consagração do rock por um lado, pelo outro três bandas de rock foram eliminadas, a Kita, que tinha cara de finalista, a Supercombo e  a Scambo. A Scalene apresentou uma versão condensada da balada própria Amanheceu, com uma reforçada sonora da banda para causar impacto, já que a versão original é com voz, violão e piano. O trunfo é o vocalista e guitarrista Gustavo Bertoni, pela aparência, o timbre peculiar e as composições. Em Amanheceu, um filho se despede da mãe e reafirma seu amor por ela.

Na minha opinião a banda Os Gonzagas  poderia dançar, não sinto firmeza na sua mistura de forró com pop, no caso hoje ska em Morena Tropicana, de Alceu Valença. Duas duplas pop, Lucas e Orelha e Dois Africanos, caíram nas graças do público votante, a primeira sinceramente não merecia, pois nada traz de novo, mas como é muito digerível e carismática, uma neo Claudinho e Buchecha, está bem colocada. Estas duas duplas foram as únicas a ir pra casa dos 70%, com 73% cada.


Os votantes hoje foram parcimoniosos, seis das 12 concorrentes ficaram na casa dos 60%, achei estranho porque esperava uma votação maior em função de cada banda desenvolver suas torcidas. Pelo jeito houve baixa mobilização de simpatizantes para uma blitzkrieg de votos. O rock também não foi bem de votos neste domingo. Depois do top da Scalene, as bandas de rock mais votadas, com 66%, foram a eliminada Supercombo e a Versalles.

Os Serial Funkers realmente arrasaram com a interpretação de September, do Earth Wind and Fire, com muito balanço e um vocal a três vozes em falsete impecável. Se a final fosse hoje, a vencedora seria a Scalene, seguida dos Serial Funkers (79%), Lucas e Orelha ou Dois Africanos (73%), Devir ou Dona Zaíra ou Os Gonzagas (69%), Big Time Orchestra (68%) e Versalle (66%).

Quando vi as baixas votações, pensei se não podia ser queda de audiência ou problema no aplicativo, mas no final do programa constatei que o Superstar estava em primeiro no Rio e no Brasil e em segundo no mundo no twitter. Parece que há uma divisão de público. O rock vai para o próximo domingo em minoria, com apenas duas bandas, Scalene e Versalles. Teremos três de música negra (Serial Funkers, o favorito, Lucas e Orelha e Dois Africanos), três de MPB (Devir, Dona Zaíra e Os Gonzagas) e a Big Time Orchestra num nicho misturado que vai de big band de jazz a pop, com variações. Neste domingo, por exemplo, atacaram de rockabilly com o ska Sonífera Ilha, dos Titãs.

Tinha ressalvas com duas eliminadas, a Scambo e a Supercombo, pelos vocalistas, que achei limitados com poucos recursos vocais e poucas variações em suas interpretações. A Kita é uma boa formação com uma vocalista carismática, de timbre médio e bem segura, mas ela insistiu no inglês e se deu mal, devia ter procurado algo mais popular dentro de suas características.

Há uma terrível falha técnica quando rola a explosão para a tela subir. No estouro, o som dá uma sumida rápida, o volume abaixa e só se recupera em alguns segundos. Isso quebra a dinâmica da apresentação. Bola fora total.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Fim de semana mágico no Circo Voador do Arpoador



Suricato

Um fim de semana de grandes emoções pela presença no Arpoador de uma recriação do Circo Voador original, com tempo ensolarado e noites que viraram verdadeiros happenings no entorno.  Cabiam apenas 800 pessoas dentro e, no sábado, umas três mil pessoas (cinco mil, segundo outra avaliação) ficaram do lado de fora acompanhando pelo telão na praia ou simplesmente curtindo o momento. Foi o point da cidade nos três dias.

Participei de dois fóruns de ideias que me reuniram com dois amigos queridos no sábado, Maria Juçá, diretora do Circo Voador, e Luiz Antonio Mello, criador da Fluminense FM Maldita. Foi um papo muito gostoso com altas histórias vividas por nós nos anos 80. No domingo o tema foi Cazuza, Renato Russo e a Transição Democrática com os colegas Arthur Dapieve e Mario Luis Grangeia e o criador do Circo, Perfeito Fortuna, que fugiu do tema para contar como foi o parto da sua cria.

 



Blitz

O evento teve como gancho os 30 anos da música Exagerado, de Cazuza, Leoni e Ezequiel Neves, lançada em seu primeiro disco solo em 1985. Não fui na sexta quando rolou a banda Todos Envolvidos para cantar músicas do homenageado e de outras bandas que se projetaram na lona do Circo, especialmente na Lapa, já que a presença voadora no Arpoador foi curta, de 15 de janeiro a 30 de março de 1982, quando o rapa levou tudo, como disse o Perfeito. 


No sábado rolou um megashow da Suricato, revelada no Superstar, e que vem crescendo e conquistando público com um grande repertório próprio e várias homenagens, a Lulu Santos com Um Certo Alguém, Almir Sater e Renato Teixeira com Tocando em Frente, a Luiz Gonzaga com Asa Branca com o Guilherme Schwab ao violão e didjeridoo.

 

 Nove Zero Nove

O concerto da Blitz foi histórico. A banda nasceu no Circo pela liderança de um integrante do grupo teatral Asdrubal Trouxe o Trombone, Evandro Mesquita. Três integrantes tocaram na lona original, Evandro, o tecladista William Forghieri e a grande baixista Claudia Niemeyer. Mas o pique e o gás da banda estão intactos e foi um grande show com seus clássicos e algumas homenagens a bandas da mesma geração Como Titãs e Paralamas do Sucesso.

O astral estava altíssimo. Todo mundo queria que o Circo ficasse ali, uma esquina privilegiada do Atlântico, certamente viraria uma atração turística mesmo que sem atividades musicais, como um Centro Cultural para palestras, exposições e exibição de grupos ou peças de teatro. O problema da música é o barulho, o Circo original era mais virado para o teatro do que para shows, e o volume alto do fim de semana com um P.A. potente não seria viável numa área residencial. 


 Hamilton de Holanda

A produção da Musickeria e de Lu Araújo, com patrocínio da Vivo, foi impecável, as bandas e palestrantes foram bem atendidos. O pessoal da banda Nove Zero Nove, que tocou no domingo, até
comentava no camarim que nunca foram tão bem tratados, já que a barra pra bandas iniciantes é pesada mesmo. Mas foi o tratamento que merecem, a banda é muito boa. Pena que o lugar fosse pequeno, mas não haveria espaço ali para uma instalação maior, além de se ter a intenção de reproduzir a primeira encarnação do Circo.

No domingo teve também o Baile do Almeidinha, uma homenagem à Domingueira Voadora, que começou na Lapa com o saudoso Paulo Moura e depois com a Orquestra Tabajara.O Baile tem feito sucesso no Circo da Lapa. O poeta Chacal, da turma original do Circo, fez uma bela performance sobre a criação do CEP 2000, o evento poético performático comandado por ele no Espaço Cultural Sergio Porto, com cenário, banda, guarda roupa em vários quadros que incluíram espectadores contracenando com ele de improviso. Gênio, o Chacal. 



                Banda Donica (não pus foto de palco porque só tinha o vocalista)


Desculpem não ter muitos detalhes, mas eu fui desarmado, não para cobrir mas para curtir, um raro prazer para um jornalista musical, que sempre tem que assistir com um olhar profissional. Quando cheguei ali na cancela e vi as estrelas da fachada ao longe bateu a maior emoção. Fui cedo no sábado para sentir o ambiente, o Suricato estava passando o som e foram horas muito agradáveis antes de subir ao palco para o papo com os queridos Maria Juçá e Luiz Antonio Mello.

Enfim, um fim de semana mágico. O Circo Voador sempre foi minha segunda casa. Nos anos 80 eu participava das reuniões de pauta que rolavam na casa da Juçá, no Horto Florestal, onde ela morava em privacidade zero, porque a casa vivia cheia de gente que comia lá, dormia lá, bandas ensaiavam na garagem e ela levava tudo com o maior bom humor, que mantém até hoje. Sua pequena equipe trabalhava 24 horas por dia, sete dias por semana e o resultado foi projetar a Geração 80 do Rock Brasil com a  parceria da Fluminense FM Maldita. 


 Suricato

O Circo como um todo alavancou várias correntes da nova cultura, teatro, performances, um pouco de artes plásticas, que tinham seu forte reduto no Parque Lage, enfim, não à toa um dos slogan dizia que o Circo era um lugar onde todas as tendências dançam juntas. Perfeito no domingo disse uma boa frase, que o Circo não foi um porta-voz, ele foi a porta e a voz foram todos os artistas que lá se apresentaram.

Quem quiser  conhecer toda a saga do Circo é só ler o livro Circo Voador A Nave, da Maria Juçá e ver o filme A Farra do Circo de Roberto Berliner. Em breve passa um novo filme, Circo Voador a Nave, de Tainá Menezes.


Bandas:
Blitz - Evandro Mesquita (vocal), Andrea Coutinho e Nicole Cyrne (vocais), Cláudia Niemeyer (baixo), Rogerio Meanda (guitarra), Billy (teclados) Juba (bateria). 



Guilherme Schwab - Suricato - Foto de Andrea Alves

Suricato - Rodrigo Suricato (voz, guitarra, violão, mala bumbo, banjo, weissenborn, ukulele, gaita), Guilherme Schwab (guitarra, viola caipira, violão, gaita, banjo, didjeridoo), Raphael Romano (baixo) Pompeo Pelosi (bateria).

Nove Zero Nove -  Mauricio Kyann (voz), Paulo Pestana (guitarra), Marcius Machado (guitarra), Eliza Schinner (baixo), Bruno Castro (bateria).

Dônica - José Ibarra (teclados e voz), Miguel Guimarães (baixo), André Almeida (bateria), Lucas Nunes (guitarra).
Obs. O Dônica se apresentou no sábado. Faz progressivo, tem boas canções e boas ideias mas execução ainda imperfeita. A banda não está pronta, o entrosamento não está no ponto ideal, o som ainda soa desarrumado. Muita influência de Clube da Esquina, várias canções me remeteram ao Clube e uma instrumental quase no final foi Som Imaginário total. Eles fazem troca de instrumentos, o que acho desaconselhável. Fiquem prontos primeiro em suas posições certas.

As fotos são de divulgação por Alex Palarea e Felipe Pantili da Ag News. 

P.S. "Depois de três anos e mais de 40 edições realizadas, o Baile do Almeidinha ganha seu primeiro registro fonográfico, um álbum de músicas autorais, com composições testadas e aprovadas pelo público das noites do Almeidinha. Além do disco físico, será lançado também o site www.bailedoalmeidinha.com.br, com áudios, partituras, fotos e vídeos exclusivos. A estreia será na sexta-feira, dia 26 de junho, na edição especial de três anos de Baile no Circo Voador, e terá Marcelo D2 e Carlinhos de Jesus como convidados. A festa terá ingressos promocionais a 10 reais, das 21h às 22h. Após, desconto garantido apenas para pessoas com Almeida no sobrenome." Texto de Vivi Drummond  do release.


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Heavy Metal Hero e ator Christopher Lee partiu pro além








No cinema ele foi Drácula, o Conde Dooku de Star Wars e o mago Saruman em The Lord of The Rings, mas na música ele foi um metaleiro, o mais velho heavy metal hero vivo, agora morto, aos 93 anos de insuficiência cardíaca e respiratória. Christopher Lee, além de ator top de linha, podia ser considerado o mais velho músico de rock do mundo. Seus personagens sombrios tem tudo a ver com o gênero do rock mais identificado com  forças do mal.
No ano passado Christopher Lee lançou o EP Metal Knight, uma leitura pesada de temas de musicais O Homem de la Mancha - Dom Quixote, que chamou de o "personagem de ficção mais heavy metal" que conhecia e The Impossible Dream, além de My Way e a Marcha do Toreador da ópera Carmen. 






Em maio de 2012, comemorou seus 90 anos com o album Charlemagne: The Omens of Death, com o single Let Legend Mark Me as the King, em parceria com os guitarristas  Richie Faulkner (do Judas Priest) e Hedras Ramos. Ele colaborou com  a banda Manowar no álbum Battle Hymns MMXII como narrador na faixa Dark Avenger. 

No final de 2012 lançou um EP com releituras de canções de Natal com um twist. Jingle Bells, por exemplo, virou Jingle Hell. Esta música chegou ao 18º lugar na parada de singles e, aos 91 anos e seis meses, ele se tornou o intérprete mais velho a entrar numa parada americana. Lee tirou o "título" do grande cantor de jazz Tony Bennett, que, aos 85 anos, entrara no hit parade com a canção Body and Soul gravada em dueto com Amy Winehouse, do album Duets II, que chegou ao primeiro lugar.

 







Valeu Christopher Lee.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Rolling Stones fazem quinto concerto da turnê em Atlanta. Saiba como foi

Mick Jagger em momento Brenda na Georgia

 

Yeah! Noite passada (Terça) os Rolling Stones realizaram o quinto concerto da turnê Zip Code 2015 em estádios americanos, desta vez no Bobby Dodd Stadium de Atlanta, Georgia. Abaixo o que rolou no palcoAbriram com Start Me Up pela primeira vez e também tocaram pela primeira vez You Got To Move, do álbum Sticky Fingers, recém relançado e que vem tendo algumas de suas canções apresentadas. No total 19 músicas.

Próximo show dia 12 no estádio Orlando Citrus Bowl em Orlando Flórida

 

 

Abertura: St. Paul and the Broken Bones

Passagem de som: You Got To Move, Happy, Some Girls, All Down The Line, Can't You Hear Me Knocking



Start Me Up 
It's Only Rock 'n' Roll 
All Down The Line
Não tocamos aqui no Bobby Dodd Stadium desde 1989, alguém aqui de 1989 esta noite?
Doom & Gloom 
Vamos fazer duas canções de Sticky Fingers…que teve uma parte gravada perto daqui, mas não nesse estado [Ele se refere ao estado vizinho de Alabama onde fica o Muscle Shoals Studio]. A primeira que vamos tocar é 
Can't You Hear Me Knocking 
Isto é o mais próximo de jazz que se pode chegar ... Nos divertimos em Atlanta - Muito impressionados com a Stone Mountain (uma elevação de pedra de 514 metros) - Tanto que estamos pensando em construir uma Rolling Stone Mountain bem ao lado. 


Bobby Dodd Stadium, Atlanta, 55 mil lugares

Então vamos fazer outra de Sticky Fingers, uma meio blues composta por  Mississippi Fred McDowell 
You Got To Move 
Uau! Não tocamos essa há algum tempo. Merece uma festa. Geralmente colocamos algumas canções na internet para vocês votarem e apuramos com nossas próprias mãos...e a canção vencedora foi 
Some Girls (escolha dos fãs) 
Obrigado, muito obrigado. Esta foi bem legal...Como vão vocês Atlanta! Estão numa boa? Estão se divertindo?  
Honky Tonk Women
Primeiro quero apresentar Lisa Fischer, nosso pêssego da Georgia [O pêssego é a fruta oficial do estado] E atrás dela o senhor Bernard Fowler, nosso apreciador local de pêssegos.
Nos teclados e sopros Matt Clifford
No saxofone, Tim Ries
No sax tenor, Karl Denson
Estávamos rodando pela Georgia e achamos esse cara incrível, ele cultiva árvores e o convidamos para tocar conosco no palco hoje. Um garoto local que está de boa Chuck Leavell! [Tecladista e diretor musical da banda, dono de propriedades na Georgia e conservacionista]
No baixo Darryl Jones! 
Esse cara não é do sul de verdade, sul de Londres. Não, sul da Inglaterra. Na guitarra Ronnie Wood. 
Na bateria Charlie Watts. Francamente querida, ele não está nem aí. 
Na guitarra e agora no vocal Keith Richards! 






 Keith: Boa noite Atlanta! Eu precisava disso. É ótimo voltar aqui, já faz algum tempo. É ótimo estar de volta ao Sul, bom ver vocês, bom ver qualquer um. Adiante com o show, esta se chama 
Before They Make Me Run 
Esta se chama
Happy 
Anéis de ouro pra vocês, muito obrigado [especulações sobre o que significa isso, dizem que é uma velha saudação irlandesa que significa tudo de bom ou boa sorte]
Midnight Rambler 
Mick: Yeah Atlanta! A gente vem pra cá desde 1975 e já tocamos em muitos lugares daqui. Obrigado por comparecerem esses anos todos. 
Miss You 
Gimme Shelter (com Lisa Fischer) 
Jumping Jack Flash 
Sympathy For The Devil
Brown Sugar 
Obrigado Georgia! 






Encores 
You Can't Always Get What You Want (com o Emory University Concert Choir) 
Satisfaction

domingo, 7 de junho de 2015

Baú do Raul em nova edição pelos 25 anos de ausência


Tico Santa Cruz - Foto Washington Possato - Divulgação

Os 25 anos da partida de Raul Seixas (1945-1989) valeram mais um Baú do Raul, um projeto realizado periodicamente por uma de suas viúvas, Kika Seixas. A gravação foi em 19 de agosto do ano passado, dois dias antes da data do falecimento dele, 21 de agosto, e está sendo lançado às vésperas do seu 70º aniversário, dia 28 de junho.

Rick Ferreira

A gravação reuniu músicos ligados a ele, como o guitarrista de todos os seus discos, menos o primeiro, o guitar hero Rick Ferreira, a formação original da primeira banda dele, Os Panteras, Edy Star, amigo das antigas e parceiro no disco Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10, Cláudio Roberto, parceiro em muitos sucessos, e Marcelo Nova, com quem Raul gravou seu último disco, A Panela do Diabo, e fez a última turnê. 

Gravado na Fundição Progresso em parceria com o Canal Brasil e lançado pela Som Livre, os CD e DVD mostram mais uma vez a força do mito Raul Seixas. Pioneiro de uma forma brasileira de rock, anárquico e messiânico,  Raul atravessa gerações, o grito de guerra "Toca Raul" é ouvido  em muitos shows de rock e o Baú do Raul contribui para manter ele e sua obra vivos e presentes.




Com direção artística da Kika e produção musical do top baixista Arnaldo Brandão, o Baú teve uma boa escalação com poucas bolas fora, como entregar Sociedade Alternativa à banda Forfun, uma interpretação esquálida, e faltou a leitura do manifesto. A bela Ana Cañas  também tropeçou ao tocar Medo da Chuva e Metamorfose Ambulante  na guitarra com o gigante Lucio Maia (Nação Zumbi) em outra guitarra. Ela fez a base com um timbre pavoroso numa Gibson Les Paul. Uma Les Paul!!!! A guitarra mais poderosa do rock'n'roll!!! E Lúcio Maia, ao seu lado, tentou equilibrar o som. Era pra ter a banda inteira e ela apenas fazer o que faz bem, cantar.

A presença de Rick Ferreira na banda de apoio é a cereja de ouro do bolo. Guitarrista e produtor do Raul, ele mandou vários solos originais, com o toque de ter uma câmera no braço da guitarra, o que deu imagens muito legais. Ele cantou Quando Acabar o Maluco Sou Eu com o parceiro de Raul na música, Claudio Roberto, no vocal. Outro momento especial foi Rock das Aranha', com Luiz Carlini  arrasante numa Les Paul Vermelha, o momento em que tivemos dois guitar heros no palco, ele e Rick. Carlini citou na introdução Shake You Hips, dos Rolling Stones.

 
Luiz Carlini

O melhor disparado é Marcelo Nova (Não achei foto nem vídeo). Claro, ele incorporou o espírito do Raul. No making of ele diz que não perdia um show dos Panteras em Salvador e que a banda foi seu Beatles. Marcelo cantou duas parcerias dele com Raul Seixas, Rock'n 'Roll e Século XXI. Esta última tem um refrão que, não sei porque, me lembrou um certo país sul americano: "Se você correu, correu, correu tanto. E não chegou a lugar nenhum. Baby oh Baby bem vinda ao Século XXI."

A  plateia é um show a parte. Câmeras no publico e panorâmicas pegam reações muito legais da euforia do povo com  as canções. Como neste show não precisava gritar "Toca Raul", o grito de guerra mais constante foi "Rock'n'Roll!!!" E muita cantoria junto com quem estava no palco. 




Músicos de várias gerações marcaram presença. Digão, dos Raimundos, mandou o hino Aluga-se, de uma atualidade atroz, trazida para as novas gerações pelos Titãs, com direito ao solo de Rick, sempre um plus. Duas referências da Geração 80, Philippe Seabra (Plebe Rude) e Clemente (Inocentes e Plebe Rude) empolgaram com Abre-te Sésamo. Egar Scandurra e Nasi (IRA!) cantaram Pai Nosso da Terra, poema de Raul musicado por Edgar e Ricardo Gaspa (ex-IRA!), gravado pela banda em 1993. Tico Santa Cruz, que comandou uma homenagem ao Raul no Rock in Rio de 2013, comparece com Sapato 36, ao lado do guitarrista de sua banda, Detonautas, Renato Rocha. A única canção fora do repertório de Raul é Manguetown, com a Nação Zumbi e BNegão, nos Extras. No DVD a Nação completa toca Conserve Seu Medo. Outra atração que tocou completa foi a For Fun.

A captação de imagens é muito boa, nada de cortes muito rápidos, pode se acompanhar bem as performances, os músicos tem a presença registrada, não todos mas a grande maioria. Na mixagem, o som de bateria podia estar mais alto, como manda a cartilha do rock'n'roll. A mixagem em 5.1 é tradicional, os canais do surround ficam às moscas, como sempre, para a manifestação do público, mal captada. Com muitos músicos no palco, os canais de trás do espectador poderiam muito bem receber alguns instrumentos para enriquecer a audição, mas isso é feito raramente aqui. E lá fora também, os engenheiros se mantém firmes no modelo de que o espectador deve se sentir na plateia, com o som da banda nos três canais frontais e o publico atrás. Nos DVDs de áudio pode-se ouvir como seria enriquecedor usar uma mix mais criativa.

 
Só áudio



O DVD tem 18 canções na parte principal, mais seis nos extras e um making of padrão, com alguns participantes se derramando em elogios ao Raul Seixas. O CD tem 15 faixas. 

Ficha Técnica
Banda
Guitarras - Rick Ferreira e Luce
Baixo - Arnaldo Brandão
Teclados - Gê Fonseca e Pedro Araújo
Backing vocals - Micheline Cardoso, Nina Pancevskly, Valéria Mariano e Paula Tribuzi
Renato Rocha - Violão e guitarra em Sapato 36 e No Fundo do Quintal da Escola
Pedro Henrique Terra - Guitarra em Você Ainda Pode Sonhar, Sessão das 10 e Quando Acabar o Maluco Sou Eu.
Drake Nova - guitarra em  Século XXI e Rock'n'Roll.
Lúcio Maia - guitarra em Medo da Chuva e Metamorfose Ambulante

Direção Geral - Darcy Burgher
Direção Artística - Kika Seixas
Direção Musical - Arnaldo Brandão

Lançamento Som Livre
DVD - Preço sugerido: R$ 35

1. Você Ainda Pode Sonhar (Lucy In The Sky With Diamonds) – Os Panteras e Jerry Adriani
2. Sessão das 10 – Os Panteras e Edy Star
3. Rock das Aranha' – Luiz Carlini
4. Aluga-se – Digão
5. Abre-te Sesamo – Clemente e Philippe Seabra
6. Sapato 36 – Tico Santa Cruz
7. Cowboy Fora da Lei – Marcelo Jeneci e Laura Lavieri
8. Metrô Linha 743 – BNegão
9. Rock and Roll – Marcelo Nova
10. Pai Nosso da Terra – Nasi e Edgard Scandurra
11. Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás – Gabriel Moura
12. Aos Trancos e Barrancos – Zeca Baleiro
13. Se o Rádio Não Toca – Beto Bruno e Marcelo Gross (Cachorro Grande)
14. Quando Acabar o Maluco Sou Eu – Rick Ferreira e Claudio Roberto
15. Pot-pourri - Medo da Chuva – Metamorfose Ambulante – Ana Cañas com Lúcio Maia
16. Loteria da Babilônia – Baia
17. D.D.I. (Discagem Direta Interestelar) – Forfun
18. Conserve Seu Medo – Nação Zumbi

Extras:
– S.O.S. – Baia
– No Fundo Do Quintal Da Escola – Tico Santa Cruz
– Sociedade Alternativa – Forfun
– As Minas Do Rei Salomão – Nasi e Edgard Scandurra
– Século XXI – Marcelo Nova
- Manguetown – Nação Zumbi

Making of:
Trechos de:
– No Fundo Do Quintal Da Escola – Tico Santa Cruz
– Sessão Das 10 – Os Panteras e Edy Star
– Rock Das Aranha – Luiz Carlini
– Século XXI – Marcelo Nova
– Aluga-Se – Digão
– Quando Acabar O Maluco Sou Eu – Rick Ferreira e Claudio Roberto
– Abre-te Sesamo – Clemente e Philippe Seabra
– Sociedade Alternativa - Forfun

Formato De Tela: 16:9
Áudio: Dolby Digital Surround 5.1 e Dolby Digital estéreo 2.0. Não tem DTS.

CD
Baú do Raul
Preço sugerido: R$ 27

1. Rock das Aranha – Luiz Carlini
2. Aluga-se – Digão
3. Abre-te Sesamo – Philippe Seabra e Clemente
4. Sapato 36 – Tico Santa Cruz
5. Metrô Linha 743 – BNegão
6. Cowboy Fora da Lei – Marcelo Jeneci
7. Século XXI – Marcelo Nova
8. Aos Trancos e Barrancos – Zeca Baleiro
9. Se o Rádio Não Toca – Beto Bruno e Marcelo Gross
10. Pot-pourri- Medo da Chuva – Metamorfose Ambulante – Ana Cañas
11. Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás – Gabriel Moura
12. S.O.S. – Baia
13. Conserve Seu Medo – Nação Zumbi
14. Sessão das 10 – Os Panteras e Edy Star
15. Sociedade Alternativa – Forfun

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Casa de Leilão Tracks vende raridades do rock



A Tracks Ltd é uma casa de leilões da Inglaterra especializada em memorabilia pop e rock. Quem é cuidadoso e guarda material antigo e/ou tem material raro se dá bem. A caixa original do álbum Lei It Be, dos Beatles, com o LP e um livro de 160 páginas com texto e centenas de fotos das gravações está cotado a até 500 libras Existem muitos outros itens com preços fixos  ou abertos a lances. Se rico fosse, seria cliente da Tracks para montar meu próprio museu de memorabilia rock. Abaixo alguns deles:


Por 125 libras leva-se esta foto original em boas condições da entrevista coletiva dos Beatles no aeroporto Speke de sua cidade natal, Liverpool, em 10 de julho de 1964. Já estavam em pleno turbilhão da Beatlemania e foram lá para a premiére do filme A Hard Day's Night. A foto tem 30,2cm por 24cm.


O baterista Ringo Starr, dos Beatles, teve amidalite e faringite, a banda tinha uma turnê marcada e a solução foi contratar o baterista profissional Jimmie Nicol, na foto numa aparição na Vara TV. Fizeram shows na Holanda nos dias  cinco e seis de junho de 1964. Foto  com 18 por 24 centímetros, em boas condições. Preço: 175 libras

Duas fotos raras  de John Lennon e George Harrison em 1974 no Troubadour Club em West Hollywood, Califórnia. Ao que parece John está de porre. Foi no período em que Yoko Ono pediu um tempo no casamento em outubro de 1973 numa separação que foi até março de 1975. John chamou esta  época de "o fim de semana perdido," disse que se sentia como uma galinha sem cabeça, mas farreou muito, tomou altos porres no Troubador com o cantor Harry Nilson e outros e chegou a ser expulso uma noite por perturbar demais. Mais adiante em entrevista ele disse que a separação não tinha dado certo. A foto é desse período. A segunda é de John com o baterista Jim Keltner, que tocou com ele na fase solo. Na parte de trás tem um papel colado em que está escrito a caneta: "Jimmy Lee Keltner and Dr. Winston O'Boogie...now don't get real on me..." Fotos de 16,5 por 11,5 centímetros a primeira e 15 por 22,5 centímetros a segunda. Em boas condições a 295 libras. 


A figura de um gnomo que estava na montagem feita para a capa do álbum Sgt Pepper's autografado pelos Beatles na parte de trás para Nigel Hartnup, assistente do fotógrafo Michael Cooper, dono do estúdio onde o artista Peter Blake montou o cenário para a sessão de fotos que rolou no dia 30 de março de 1967. Aberto a lances.

 




Este é engraçado. Um cartaz de uma Batalha de Bandas que rolou no Palais Ballroom em Aldershot, 60 quilômetros a sudoeste de Londres no sábado, nove de dezembro de 1961. Os Beatles enfrentaram a mundialmente desconhecida Ivor Jay and The Jaywalkers. Levaram nove horas de van de Liverpool a Aldershot e, na hora do show, a casa estava vazia. Daí os Beatles e a outra banda foram a alguns bares avisar que tinha o show e era de graça e só conseguiram convencer 18 pessoas. Nem houve a batalha, os Beatles tocaram como se o  lugar estivesse cheio. No sábado seguinte, apareceram  210 pessoas mas o pesquisador Mark Lewisohn não dá mais informações em seu livro The Complete Beatles Chronicle.
 
Por 250 libras uma foto dos Beatles em Miami, onde estiveram de 14 a 21 de fevereiro de 1964 na primeira viagem aos Estados Unidos para se apresentar no Ed Sullivan Show. A primeira apresentação foi dia nove em Nova York e a segunda dia 16 em Miami. Depois de alguns dias de descanso voltaram para Londres via Nova York. Desta vez foram apenas dois shows, no Washington Coliseum e no Carnegie Hall. Foto de 26 por  20,2 centímetros.

 

Um cartaz do concerto dos Rolling Stones no Odeon Theatre em 17 de março de 1965 está aberta a lances.





Também aberta a lances os autógrafos dos Rolling Stones em 1968, por um fã não identificado. Ele conta numa carta anexa que morava na aldeia de Swarkestyone em Derbyshire, interior da Inglaterra. Num dia ensolarado de verão estudava em casa quando um amigo ligou chamando-o para ir ver os Stones: "Eles estavam na região para fotos do LP Beggar's Banquet. Fomos até as margens do Rio Trent e tive sorte de conseguir todos os autógrafos." 

 

 

Uma fita cassete pelo guitarrista Ry Cooder e uma carta manuscrita enviadas por George Harrison para a cantora Sylvia Grifin e para a engenheira de som Renate Blaiuel (que foi casada por quatro anos com Elton John) para que elas ouvissem o acordeom em uma das músicas que ele tinha comentado. Diz que não é o tipo de música que elas gravavam, mas mandou assim mesmo. George tocou slide guitar no single Love's A State Of Mind de  Sylvia.