segunda-feira, 22 de junho de 2015

Scalene é mais votada mas três bandas de rock saem do Superstar


Este é o clipe original de Amanheceu


Scalene reafirmou sua condição de favorita neste domingo no Superstar. Foi a única concorrente a ir para a casa dos 80% e quase chegou aos 90, com o resultado final de 86%. Se foi uma consagração do rock por um lado, pelo outro três bandas de rock foram eliminadas, a Kita, que tinha cara de finalista, a Supercombo e  a Scambo. A Scalene apresentou uma versão condensada da balada própria Amanheceu, com uma reforçada sonora da banda para causar impacto, já que a versão original é com voz, violão e piano. O trunfo é o vocalista e guitarrista Gustavo Bertoni, pela aparência, o timbre peculiar e as composições. Em Amanheceu, um filho se despede da mãe e reafirma seu amor por ela.

Na minha opinião a banda Os Gonzagas  poderia dançar, não sinto firmeza na sua mistura de forró com pop, no caso hoje ska em Morena Tropicana, de Alceu Valença. Duas duplas pop, Lucas e Orelha e Dois Africanos, caíram nas graças do público votante, a primeira sinceramente não merecia, pois nada traz de novo, mas como é muito digerível e carismática, uma neo Claudinho e Buchecha, está bem colocada. Estas duas duplas foram as únicas a ir pra casa dos 70%, com 73% cada.


Os votantes hoje foram parcimoniosos, seis das 12 concorrentes ficaram na casa dos 60%, achei estranho porque esperava uma votação maior em função de cada banda desenvolver suas torcidas. Pelo jeito houve baixa mobilização de simpatizantes para uma blitzkrieg de votos. O rock também não foi bem de votos neste domingo. Depois do top da Scalene, as bandas de rock mais votadas, com 66%, foram a eliminada Supercombo e a Versalles.

Os Serial Funkers realmente arrasaram com a interpretação de September, do Earth Wind and Fire, com muito balanço e um vocal a três vozes em falsete impecável. Se a final fosse hoje, a vencedora seria a Scalene, seguida dos Serial Funkers (79%), Lucas e Orelha ou Dois Africanos (73%), Devir ou Dona Zaíra ou Os Gonzagas (69%), Big Time Orchestra (68%) e Versalle (66%).

Quando vi as baixas votações, pensei se não podia ser queda de audiência ou problema no aplicativo, mas no final do programa constatei que o Superstar estava em primeiro no Rio e no Brasil e em segundo no mundo no twitter. Parece que há uma divisão de público. O rock vai para o próximo domingo em minoria, com apenas duas bandas, Scalene e Versalles. Teremos três de música negra (Serial Funkers, o favorito, Lucas e Orelha e Dois Africanos), três de MPB (Devir, Dona Zaíra e Os Gonzagas) e a Big Time Orchestra num nicho misturado que vai de big band de jazz a pop, com variações. Neste domingo, por exemplo, atacaram de rockabilly com o ska Sonífera Ilha, dos Titãs.

Tinha ressalvas com duas eliminadas, a Scambo e a Supercombo, pelos vocalistas, que achei limitados com poucos recursos vocais e poucas variações em suas interpretações. A Kita é uma boa formação com uma vocalista carismática, de timbre médio e bem segura, mas ela insistiu no inglês e se deu mal, devia ter procurado algo mais popular dentro de suas características.

Há uma terrível falha técnica quando rola a explosão para a tela subir. No estouro, o som dá uma sumida rápida, o volume abaixa e só se recupera em alguns segundos. Isso quebra a dinâmica da apresentação. Bola fora total.

2 comentários:

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  2. Bom, a minha favorita já saiu. A Facção Caipira caiu logo no início das cartas marcadas. Não acredito na interatividade desse programa. A emissora é boa em manipulações e não acho que o melhor esteja na frente. Estranhei quando, mal começada a música, dois julgadores já se manifestaram.
    Não sou musico, mas sou um consumidor de música. E na minha opinião modesta, a única banda que apresenta algo novo nesse programa é a Big Time. As outras são mais do mesmo: trilha sonora de novela adolescente (quem se lembra da Malta?) ou radio popular.
    O programa é tendencioso, atende a interesses que não sei dizer de quem, mas é duvidoso.

    Melhor ouvir o seu programa no rádio.

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