sexta-feira, 31 de julho de 2015

Aniversário do Novo Rock lota o Imperator com Verbara, Hell Oh e Far From Alaska

Mais de mil jovens comemoraram noite passada o primeiro aniversário do projeto Novo Rock no Centro Cultural João Nogueira, o Imperator, no Meier. Fiquei impressionado com a banda Far From Alaska, natural de Natal, Rio Grande do Norte, que realmente fica longe do Alasca. 

Uma formação excepcional que poderia tocar no Palco Mundo do Rock in Rio par a par com os gringos, até porque canta em inglês, a única coisa que lamento. Se cantasse em português seria  a maior nova banda do Brasil, mas por renegar a língua, se me nego a proclamá-lo, visse? E também porque obviamente não ouvi todas as novas bandas do Brasil. Mas esse tipo de classificação não interessa, é uma puta banda e pronto.

Canta em inglês e fala no mais legítimo sotaque nordestino, essi minino (sic). Pra que renegar sua língua? Olhe que me impressionar é difícil viu, de tanto rock que já vi nessa vida. Uma formação extremamente coesa com arranjos sofisticados que levam as canções para lugares inesperados, fora da lógica  do que se expõe no início, como mandam os preceitos de mistura de estilos do tal de stoner rock. 

A segunda vocalista, Cris Botarelli, é um fenômeno, arrasa em teclados, efeitos e numa lap steel guitar, primeira vez nestes meus longos anos que vejo uma música (musicista?) brasileira tocar esse instrumento. A vocalista Emmily Barreto tem um timbre áspero, bem nordestino, quando junta com o timbre mais suave de Cris faz um belo efeito. Emmily usa recursos de delay para vocalizar com ela mesma e um programa que torna sua voz gutural. Rafael Brasil (guitarra), Edu Filgueira (baixo) e Lauro Kirsch (bateria) são igualmente criativos em seus instrumentos,  muitas vezes, entre as variações dos arranjos, fazem levadas de hard rock pra galera pular.

 Por falar nela, uma plateia jovem, bonita, roqueira até o talo e sintonizada com o novo  rock, não alienada pelo mainstream breganejo luanesco. Presentes também muitos integrantes de bandas do coletivo #ACenaVive. O DJ João Rodrigo incendiou a pista nos intervalos, especialmente no anterior ao show principal, quando as rodas de pogo tomaram conta de parte do salão. No telão projeções diversas e uma retrospectiva do primeiro ano do novo rock pelo VJ Luciano Cian.

A noite teve uma abertura divertida com a banda carioca Verbara, reforçada por um naipe de sopros para fazer um som que remete à música brega dos anos 70, aquela do interiorzão mesmo, com incursões pelo ska e rockabilly. Com pegada de rock'n'roll big band. O vocalista Kadu Parente tem aparência mesmo de cantor de cabaré do interior e tira o maior sarro com isso. Show criativo de uma banda bem entrosada e original, com personalidade própria. Completam a formação Rodrigo Belço (bateria), Iuri Nascimento (guitarra) e Gabriel Gomes (baixo).

A Hell Oh! é uma banda indie de Friburgo, região serrana do Rio, que também canta em inglês. É uma boa banda, entrosada, com um interessante trabalho de duas guitarras de Marcus Vinícius e Raphael Cunha, este também vocalista com um timbre que emula Brian Molko, vocalista do Placebo. Além deles, Marco Tulio (bateria) e Maycon Rocha (baixo). A  banda tem um  problema de dinâmica. As músicas são curtas e demoram entre uma e outra, uma dose de emendas one two three four ao estilo Ramones melhoraria bastante o show deles. Ao abrir mão da comunicação imediata por cantar em inglês, a banda precisa se garantir no dinamismo para dar bom ritmo à apresentação.

O grande homenageado da noite pelas bandas foi Paulo Lopez, diretor do Imperator, que bancou a ideia de abrir espaço para bandas de rock novas há um ano. E que espaço! A infra do Imperator é de primeira, uma bela casa, nova e bem cuidada, com espaço de pista e arquibancadas, capacidade para 1050 pessoas. Som de qualidade, a porradaria que o rock precisa, e uma iluminação pequena mas bastante eficiente, com lasers e moving lights. 

O rock continua hoje e amanhã no Imperator. Hoje, sexta, é o lançamento do primeiro álbum da banda Folks, uma das minhas favoritas da nova safra, com abertura da banda carioca Memora. E sábado tem Detonautas Rock Clube com abertura da Diabo Verde.
Rock On Imperator!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Um encontro íntimo com Cássia Eller em CD de voz e violão






Como sempre acontece com artistas que sobem prematuramente ao andar de cima, Cássia Eller tem mais um lançamento que dificilmente aconteceria se viva estivesse. O Espírito do Som Volume 1 (Coqueiro Verde), captura Cássia em momento íntimo, com seu violão, em gravações caseiras da amiga Elisa de Alencar.

O produtor Rodrigo Garcia e Diego Janssen, responsáveis pela restauração dos áudios, conseguiram dar uma qualidade audível ao material. O timbre de Cássia não tinha ainda se revelado plenamente. Um ouvinte que não souber quem é pode ficar na dúvida e até desconfiar quem é, mas não terá certeza.

Na parte interna há  a reprodução de um trecho manuscrito em que ela fala do ato de cantar: "Você pode pensar que me conhece um bocado se algum dia você conversou comigo, se leu alguma coisa que eu escrevi, se foi pra cama comigo, mas, pode crer, você se espantará quando me ouvir cantar. Essa sim, sou eu...me mostrando porque eu quero...é quando sou sincera mesmo."





Dá para sentir essa entrega nas 10 faixas do disco. Ne Me Quitte Pas, o clássico de Jacques Brel, tem uma interpretação emocionante. Ela mostra seu amor pelos Beatles em três canções, For Noone e Golden Slumbers, de Paul McCartney, e Happiness Is A Warm Gun, de John Lennon.

Canta Ausência, do primeiro e belo álbum de Ednardo, passa por Sua Estupidez, de Roberto e Erasmo Carlos, por Segredo, de Luiz Melodia. Além do inglês e do francês, canta em espanhol Airecillos, de Marlui Miranda e uma dela com a amiga Simone Saback, Flor do Sol.

No disco estão quase todos os parâmetros que norteariam sua carreira, a incursão em diversas culturas, no mainstream e no offstream, só falta a turma da Lira Paulistana por quem se encantaria e não só ela, mas também sua amiga e contemporânea de Brasília Zélia Duncan.

 
Não achei registro do disco na web. Esta música está no álbum, mas não na gravação deste video, lançado em 2012


Estive poucas vezes com Cássia, sua timidez com a imprensa tornava penosa a tarefa de entrevistá-la. Isso me ficou bem claro na gravação de seu Acústico em São Paulo. Findas as gravações, fui atrás dela para uma pretensa entrevista. Entrei no camarim, ela na maior euforia com os músicos. Quando me viu, acenei, veio ao meu encontro e se trancou nela mesma. Fui salvo por Nando Reis, que me deu uma boa entrevista.

O Espírito do Som permite um encontro íntimo com ela, como se estivéssemos numa reunião entre amigos. Valeu Cássia.

Quadrophenia clássica, James Taylor, Nova Guarda de Lafayette e os Tremendões

Registro aqui alguns lançamentos, não  são críticas porque ainda não tive tempo de escutar, mas informações e um registro de que estão disponíveis no Brasil, no caso dos gringos, claro. Além desses tem ainda  o novo álbum de Leoni Notícias de Mim e um álbum ao vivo da banda Uns e Outros.

James Taylor - Before This World




É o primeiro álbum com material próprio desde October Road, de 2002. Ele gravou no celeiro de sua propriedade no estado americano do Massachusetts, acompanhado pelo grande Steve Gadd na bateria e o velho companheiro Jimmy Johnson no baixo. James pilota seu violão e sua voz continua segura em canções cheias de reflexões após esse longo período de 13 anos. Ele achava que nunca mais gravaria um álbum, a inspiração lhe fugiu, mas finalmente voltou. O álbum estreou em primeiro lugar na América em junho, num impulso inicial mas, agora, no final de julho, está em 40º lugar. Lançamento Universal Music.


Classic Quadrophenia Pepe Townshend, convidados e a Orquestra Filarmônica Real e o Coral Oriana




Esta nova versão da ópera rock lançada por The Who em 1973 pretende agradar aos ouvintes de música clássica. Achei estranho Townshend ter aberto mão do vocalista de sua banda, Roger Daltrey. Os vocais estão a cargo do tenor clássico Alfie Boe e a orquestração por Rachel Fuller, partner de Townshend, com a condução a cargo do maestro Robert Ziegler.
Foi gravado em outubro de 2014 nos Air Studios, Londres, teve um performance em cinco de julho último no Royal Albert Hall e o lançamentos foi em junho pela Deutsche Grammophon, no Brasil pela Universal Music.

Nova Guarda - Lafayette e os Tremendões




Esta banda se formou em 2004 quando Gabriel Thomaz (Autoramas) desencavou o grande tecladista da Jovem Guarda Lafayette e o convidou a fazer parte dos Tremedões, uma banda paralela dedicadas a covers da Jovem Guarda. Em 2009 lançaram o álbum As 15 Super Quentes de Lafayette e os Tremendões com regravações dos anos 60. Agora tiveram a ideia de um repertório próprio no estilo da Jovem Guarda com 10 faixas. Ouvirei e falarei depois. A banda tem Lafayette (teclados), Erika Martins (voz), Gabriel Thomaz (guitarra e voz), Renato Martins (guitarra e voz), Melvin Ribeiro (baixo e voz) e Nevoso (guitarra e voz). Lançamento da gravadora Discobertas.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Roger Waters relança Amused To Death com nova capa e em DVD Audio 5.1




Roger Waters relança hoje, 24 de julho, seu terceiro álbum solo Amused To Death, de 1992, com uma nova capa e trabalho gráfico,  com formatos que incluem um DVD áudio em 5.1. O pai de Waters, Tenente Eric Fletcher, foi morto na batalha de Anzio na Segunda Guerra, daí o tema dos conflitos armados e suas consequências  se tornarem um tema recorrente na obra dele, principalmente em The Wall e sequência, The Final Cut, suas obras derradeiras com a ex-banda Pink Floyd.


Jeff Beck na guitarra


Amused to Death segue a mesma linha. Atira para todos os lados em críticas à violência. Trata-se de um disco conceitual que parte de um macaco diante de uma televisão zapeando aleatoriamente e daí vão surgindo os temas das canções. 

Late Home Tonight, por exemplo, fala do ataque americano contra a Líbia em 1986, Watching TV  dos protestos chineses na Praça da Paz Celestial, em 1989. The Bravery of Being Out of Range trata das invasões americanas do Iraque e Afeganistão. Como sempre nas obras de Waters, há sons grandiosos e recurso a falas, ruídos, aviões, cavalos, cachorros, grilos.

Em CD, vinil e DVD audio

Rogers se inspirou depois de ler o livro Amusing Ourselves to Death, de Neil Postman, que compara a televisão à droga Soma de Admirável Mundo Novo, de Aldoux Huxley, em que as pessoas são alienadas pela diversão. Isso antes da criação da internet, instrumento bem mais poderoso que a televisão, sob esta perspectiva. O livro é de 1985.


Roger fala de todas as músicas


"Me veio a imagem deprimente de alguma criatura alienígena chegar ao planeta para investigar nossa destruição e encontrar nossos esqueletos sentados diante das TVs. Ficaram pensando o que teria acontecido e concluíram que nós morremos de tanto nos divertir," disse Roger Waters.

Há farto material sobre o relançamento na internet. Divirtam-se, mas não até a morte.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Beatles davam goleada na imprensa sem noção


(da e.) Paul McCartney, John Lennon, Ringo Starr, George Harrison

Os Beatles eram sempre incomodados por jornalistas sem noção que faziam perguntas idiotas e recebiam respostas idem. Alguns exemplos.

RINGO
Por que você usa dois anéis em cada mão?
-Porque não posso usá-los no nariz.
O que o levou a usar quatro anéis ao mesmo tempo?
- Seis eram muito pesados.
Por que acha que recebe mais correspondência do que os outros?
- Não sei, acho que é porque escrevem mais pra mim.
Gostam de maiôs topless?
- Usamos há muitos anos.
Desculpe interromper enquanto comem, mas o que vocês estarão fazendo daqui a cinco anos quando tudo acabar?
- Comendo ainda.

George
O que faz no hotel nos intervalos dos shows?
- Patinamos no gelo.
Porque você não sorri?
- Meus lábios doem.
O que acha da boate Arthur ter sido batizada em homenagem ao seu corte de cabelo?
- Fiquei orgulhoso...até ver a boate.

John
O que acha da televisão americana?
- Gosto porque se pode assistir 18 canais sem imagem boa em nenhum deles.
Por que tiveram problemas com a imigração?
- Tivemos que ser despiolhados
Vocês tem algum conselho para os adolescentes?
- Não peguem espinhas.
Usam perucas?
- Se usamos devem ser as únicas com caspas verdadeiras.
O que acha de os adolescentes imitarem vocês usando perucas beatle?
- Eles não estão nos imitando porque não usamos perucas beatle.

Paul
O sucesso estragou os Beatles?
- A melhor parte disso tudo é que não se tem mais grandes preocupações quando se chega onde chegamos...só coisas pequenas como, por exemplo, se o avião vai cair ou não.
Vocês estiveram no Playboy Club ontem à noite, o que acharam?
- O Playboy e eu somos apenas bons amigos.
Existe uma campanha em Detroit chamada Pise nos Beatles. O que vão fazer a respeito?
-  Vamos lançar uma campanha para pisotear Detroit.
Não estão cansados desse correria toda? Não preferiam sentar cima de suas carteiras gordas?
- Quando cansarmos tiraremos férias gordas com nossas carteiras gordas.

Do Livro Beatles Por Eles Mesmos, pesquisado e organizado por Luiz Antonio da Silva. Editora Martin Claret.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Zeca Baleiro regrava Zé Ramalho em CD e DVD numa homenagem aos 40 anos de carreira de Seu Zé.

Regravar Zé Ramalho é um grande desafio, uma voz muito marcante que veste suas canções com uma personalidade (quase) imbatível. Zeca Baleiro também tem um timbre poderoso, é das melhores vozes masculinas do país. Aí, convidado em 2013 para o projeto Banco do Brasil Covers, resolveu encarar e o resultado sai em CD e DVD só agora pela Som Livre, em parceria com o Canal Brasil. É uma homenagem aos 40 anos de carreira(s) de Zé Ramalho. 





Não tive acesso ao material todo, tem três músicas divulgadas Chão de Giz, Táxi Lunar e Beira Mar, todas aquém do original, em arranjos suaves. O DVD tem direção da estelar Monique Gardenberg, 21 músicas, entre elas Garoto de Aluguel, Desejo de Mouro, A Terceira Lâmina, A Dança das Borboletas, Um Pequeno Xote e Ave de Prata. Resta ver o DVD inteiro para ter uma ideia completa do projeto.



Banda Cavalos do Cão
Adriano Magoo - Teclados, acordeon, violão e vocais
Fernando Nunes - Baixo, violão 7 cordas, triângulo e vocais
Kuki Stolarski Bateria, pandeiro, zabumba, violão e efeitos
Pedro Cunha - Teclados, acordeon, sampler, escaleta e
vocais
Tuco Marcondes - Guitarra, violão, mandolin, sitar, banjo e vocais
+
Zeca Baleiro - Voz, violão, ukelele e guitarra

domingo, 19 de julho de 2015

Humberto Gessinger revisita 30 anos de carreira e a cultura gaúcha no DVD Insular ao Vivo



Humberto Gessinger

Insular ao vivo é o primeiro DVD elétrico de Humberto Gessinger em 10 anos, período em que lançou três DVDs acústicos e diz que estava com  saudade de seus baixos elétricos. Gravado no Chevrolet Hall, em Belo Horizonte, o DVD já tem alguns meses lançado, mas só agora tomei conhecimento dele, comprei na feirinha do Humberto no show do Circo Voador com o Biquini Cavadão. Feito em parceria com o Canal Brasil e lançado pela Coqueiro Verde, o DVD tem alto acabamento gráfico, sonoro e visual.




A mixagem em 5.1 foge do comum de manter o público no surround. Ele espalhou a banda e os gritos da plateia pelos cinco canais e, felizmente, não colocou as 5.200 gargantas turbinadas alto na mix. O povo canta e berra o tempo todo, o que é legal quando se está num show, mas em casa atrapalha bastante. O som é bem claro e limpo, não há embolamento sonoro, não há timbres agressivos, o uso de distorção na guitarra de Dom Esteban Tavares é discreta, a bateria não é esporrenta e nem Humberto pega pesado.



Dom Esteban Tavares (guitarra e violão)

As tomadas de câmera dirigidas por Glaucio Ayala e André Aquino são criativas e usam bastante as imagens do público, o que dá um colorido ao ritmo do DVD. Mais que isso, inspirado em Last Waltz, o filme do grupo canadense The Band, Humberto alternou o concerto com um vídeo de Sua Graça, feito quando lançou o CD Insular em 2013, mais cinco canções gravadas em Bento Gonçalves, na serra gaúcha. A locação é a Vinícola Casa Valduga, um cenário muito bonito, em meio aos barris de vinho no envelhecimento e num jardim do lado de fora. Inclui imagens de Humberto e Duca Leindecker, seu partner na dupla Pouca Vogal, passeando entre as videiras e comentando a série O Mundo Sem Ninguém. Os dois tocam Voo do Besouro, do Pouca Vogal.



Rafael Bisogno

É uma parte muito bonita do DVD, tranquila e lírica, uma imersão na cultura gaúcha tradicional, que influencia toda a obra de Humberto. Com o artista gaúcho Bebeto Alves apresenta Milonga Orientao, do Bebeto, que toca um instrumento de cordas de origem asiática, a saz baglama e Humberto viola caipira. Com o mestre da música nativista Luiz Carlos Borges executa Deserto Freezer, com Borges pilotando maravilhosamente seu acordeon Scandalli. Humberto fala que ele faz uns improvisos tão maravilhosos que ele, Humberto, às vezes quase se perde. Com outra formação acústica rola A Ponte Para o Dia. Neste segmento tocam Paulinho Goulart (acordeon e violão), Rafael Bisogno (percussão) e Glaucio Ayala (percussão).




Nas quatro primeiras canções, Até o Fim, Armas Químicas e Poemas, Bora e Ilex Paraguariensis, Humberto toca o baixo Rickenbacker 4003, Esteban uma Fender Telecaster nas duas primeiras e uma Music Man nas demais. Em Até o Fim Humberto usa gaita, em Bora canta num vocoder, um teclado Korg Micro X 50 com um microfone acoplado que distorce  o vocal. Em Surfando Karmas & DNA, Eu Que Não Amo Você e Insular, Humberto toca o baixo Warwick Corvette com quatro cordas de baixo e duas de guitarra. Esteban a guitarra Music Man com pedaleira, Bisogno uma bateria Tama com pratos Turkish Cymbals. Em alguns solos de Esteban, Humberto vai para as duas cordas de guitarra solar e fazer base e aciona o baixo com um pedalboard Roland PK5 acoplado a uma Novation Bass Station 2.





Em Somos Quem Podemos Ser e De Fé, Humberto toca um acordeon Roland FR 1, Esteban faz vocal e usa um violão Taylor e Rafael um pandeiro num pedal, um tambor Bombo Leguero e um Octapad Roland com timbre de xilofone. Na sequência,  Nuvem, 3 x 4, Dançando Em Campo Minado, Tchau Radar e Pra Ser Sincero, Humberto vai para os teclados Nord Electro  Stage One e Bheringer UMX 250 acoplado num JVC 880 (rack synthesizer) com Esteban numa Fender Stratocaster branca. Humberto divide os vocais de Tchau Radar com Esteban. 



Duca Leindecker (E), Bebeto Alves, Humberto

Para  Dom Quixote e Exército de Um Homem Só, Humberto usa uma doubleneck Steinberger, baixo em cima, guitarra de seis embaixo, ele diz que é um instrumento especial para ele, que o acompanha há muitos anos. Esteban toca a Music Man preta, os dois solam com Humberto na guitarra e o baixo no pedalboard, repetem a dobradinha num segundo solo, Esteban para e fica na base e Humberto continua. Finalmente Exército de um Homem Só com a mesma configuração. Humberto e Esteban abrem solando juntos, depois Humberto leva na guitarra e faz baixo com pedalboard, no refrão ele toca baixo. A última, Tudo Está Parado, é a dos créditos com inserção de outras imagens, não dá para ver direito os instrumentos.

Com o mestre da música nativista Luiz Carlos Borges

Com 30 anos de estrada, Humberto Gessinger venceu o desafio do tempo. Nos anos 80, sofria críticas por suas letras e melodias. Eu e o colega Arthur Dapieve o defendíamos e acho que ele não tem o devido reconhecimento por três décadas de uma excelente produção. Exemplos do DVD. Em Surfando Karmas e DNA ele canta: "A lembrança no espelho, a esperança na outra margem. Quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade? Na falta de algo melhor nunca me faltou coragem. Se eu soubesse antes o que sei agora. Erraria tudo exatamente igual." 

Em Ando Só ele cita Pergunte ao Pó, a obra prima do mentor beatnik John Fante: "Pergunte ao Pó por onde andei. Há um mapa dos meus passos nos pedaços que eu deixei. (...)  Ando só como um pássaro voando. Ando só como se voasse em bando. Ando só pois só eu sei andar sem saber até quando."

 
Chevrolet Hall

Deserto Freezer versa sobre o mal: "Se é o medo que te move, não se mexa,fique onde está. Se é o ódio que te inspira,não respire o ar viciado deste lugar. Eu tenho medo do medo que as pessoas têm. (...) O mal nasce do medo da escuridão. Nesse deserto freezer,carnaval e solidão andam lado a lado em perfeito estado de conservação. É um navio fantasma, um cemitério de automóveis,é um deserto freezer, zero kelvin, perfeição."

Em De Fé proclama "tenho sorte e juízo, cartão de crédito e um imenso disco rígido. Mas quando eu mais preciso, eu só tenho você. Tenho muito mais dúvidas do que certezas. Hoje, com certeza, eu só tenho você." São alguns exemplos de boas sacadas, há muitas mais num estilo bem pessoal de compor.



 
Com Glaúcio Ayala

Humberto  diz que as pessoas que curtem seu trabalho se espalham por todo o Brasil. Em 2013, assisti um concerto do Pouca Vocal em Porto Velho e estava lotado, com o povo cantando tudo. Ele pode se dar ao luxo de deixar de lado grandes sucessos como O Papa É Pop e Era Um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones, porque renovou seu repertório. Insular Ao Vivo, como outros DVDs da mesma turma, mostra a força da Geração 80 do Rock Brasil, longe da mídia, mas perto do público.



Em Bento Gonçalves

Setlist
Todas as canções Engenheiros do Hawaii, exceto as assinaladas.
1. Até O Fim - CD Dançando no Campo Minado (2003)
2. Armas Químicas E Poemas  - Acústico MTV  (2004)
3. Bora - Insular - disco solo (2013)
4. Ilex Paraguariensis - Simples de Coração (1995)
5. Surfando Karmas & DNA - Faixa título (2002)
6. Eu Que Não Amo Você - Tchau Radar (1999)
7. Insular - Faixa título - disco solo (2013)
8. Ando Só - Várias Variáveis (1991)
9. A Ponte Para O Dia - Insular - disco solo (2013)
10. Voo Do Besouro - Pouca Vogal: Gessinger + Leindecker (2008)
11. Deserto Freezer - Minuano (1997)
12. Milonga Orientao - Bebeto Alves - Faixa Título do CD de Bebeto Alves (2014)
13. Somos Quem Podemos Ser - Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém (1989)
14. Sua Graça - Insular - disco solo (2013)
15. Nuvem - Minuano (1997)
16. 3x4 - Tchau Radar  (1999)
17. Dançando No Campo Minado - Faixa título (2003)
18. Tchau Radar, A Canção - Insular - disco solo (2013)
19. Pra Ser Sincero - O Papa É Pop (1991)
20. Dom Quixote - Dançando no Campo Minado (2003)
21. O Exército De Um Homem Só - O Papa É Pop (1990)
22. Tudo Está Parado - Insular - disco solo (2013)


A turma que gravou na serra gaúcha

Ficha Técnica
Produção - Humberto Gessinger
Realização - Estreia Produções e Canal Brasil.
Direção de vídeo - Glaucio Ayala e André Aquino
Técnicos de gravação - Protássio Jr e Fernando "Dimenor"
Produtor Executivo - Rodrigo "Rom" Motta
Projeto de Luz e Iluminação - Binho Schaefer
Projeto Gráfico - Melissa Mattos
Fotos - Felipe Garchet e Glaucio Ayala
Gravado pelo Canal Brasil na Vinícola Casa Valduga, Bento Gonçalves, dias 11 e 12 de maio e no Chevrolet Hall, Belo Horizonte, dia 30 de maio de 2014.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Gravadora Universal reconhece que rock vai explodir e revitaliza o selo Arsenal para novas bandas

A gravadora Universal anunciou a revitalização do selo Arsenal Music para lançar bandas de rock apenas no formato digital. No texto do release há uma frase muito significativa: "Existe algo que está próximo a explodir e a Universal está antenada nisso!" Ou seja uma poderosa multinacional vira sua atenção para o rock porque antecipa a volta do rock ao mainstream.

A justificativa: "Já faz tempo que o rock deixou de ser o número um nas paradas musicais no Brasil, fato que não condiz com o público dos festivais, nem com a quantidade de camisa dos Ramones vendidas por aqui." Ou seja, finalmente enxergaram o óbvio.

A curadoria do selo será de Badauí, vocalista do CPM 22 e uma equipe especializada. Informa que estão garimpando talentos junto a promotores de shows, produtores, casas de show e indo a shows para mapear a nova cena."  

Ter um músico de rock como curador é promissor, uma visão por alguém que é do meio. O responsável geral pelo projeto é  Miguel Afonso, do departamento artístico da Universal.

Bandas interessadas enviem material para Arsenal@umusic.com Incluindo o seguinte:

• Press Release ou texto de apresentação.
• Agenda de shows
• Link para audição - vídeo ou áudio (Youtube,
  Soundcloud, Vevo, MixCloud ou serviço similar)
• Link para as redes    sociais (Facebook, Twitter, Instagram, etc).

Ou seja, as bandas precisam estar organizadas e com material já gravado.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Superstar consagra o amontoado de clichês de Lucas e Orelha


A vitória da diluição, dos clichês e da ausência de qualidade musical de Lucas e Orelha no Superstar, diante da flagrante superioridade musical da Scalene, é mais uma prova do que já sabemos. A predominância da lavagem cerebral da indústria musical com seu poderoso investimento em estilos vazios que reciclam velhos formatos plenos de redundância em detrimento da inovação, da música que enriquece o status cultural, a música que, além de divertir, fala à alma, a música que pode ser um fator de mudança na vida de quem ouve, aquela música que você ouve e reflete sobre o que ouviu.

Versalle e Scalene foram dignas nas suas escolhas. Na primeira rodada tocaram canções lentas com cordas, uma apelação no bom sentido porque se sabe da aceitação maior de baladas. Mesmo assim, não apelaram para clichês sentimentalóides. A Versalle caiu de pé na segunda rodada, uma banda que deixa o Superstar muito diferente de quando começou. Sob a pressão da disputa, ela queimou etapas no seu amadurecimento e volta para colher na estrada o reconhecimento merecido do público nacional que os acompanhou e certamente vai segui-los a partir de agora.

Dois Africanos saíram na primeira rodada, lamento  porque fazem  uma mistura rica de diversas tendências da música negra num trabalho que tem forte lastro cultural, mas o público preferiu o que está cansado de conhecer, mais do mesmo com Lucas e Orelha, os neo Claudinho e Buchecha.

Vai acontecer com a Scalene o que aconteceu ano  passado com o Suricato. Ficou em segundo lugar e hoje, um ano depois, é consagrado com casas cheias pelo Brasil inteiro porque, felizmente, há um público grande avesso à lavagem cerebral do mainstream e pronto a prestigiar a música de qualidade. A Scalene entra para a primeira linha do Rock Brasil para dar uma contribuição consistente para o público, entra na trincheira de combate contra o esquema de emburrecimento cultural do povo brasileiro.

Nesta mesma trincheira estão muitos outros artistas que não são do rock, embora tenham uma interface com ele, como Lenine, Zélia Duncan, Zeca Baleiro, Alice Caymmi, são os nomes que me ocorrem agora. Sem falar nos que militam no rock, seja da Geração 80, 90 ou 00 com trabalhos que contribuem para o enriquecimento da cultura brasileira.

A luta continua, a qualidade há de prevalever. Como diz Evandro Mesquita, enquanto tiver bambu, tem flecha.

A final do Superstar. Todos com músicas autorais.

Primeira rodada:
Scalene – Música: Nunca Apague a Luz – 60 pontos.
Lucas e Orelha – Dependente – 57
Versalle – Marte – 56
Dois Africanos – Todos Humanos – 54 Eliminados

Segunda rodada:
Lucas e Orelha – Por Que – 59 pontos– venceu Scalene nos decimais
Scalene – Legado – 59
Versalle – Tão Simples – 53 – Eliminada

Rodada Final
Lucas e Orelha – Menina Nerd – 64 pontos – Vencedora do Superstar, leva R$500 mil e contrato com a Som Livre.
Scalene – Segundo lugar.


sábado, 11 de julho de 2015

Biquini Cavadão e Humberto Gessinger arrasam no Circo Voador com lotação esgotada




Bikini Cavadão - Fotos de Andrea Alves

Um Circo Voador de lotação esgotada se esbaldou de maneira irrestrita e desgovernada com os shows do Biquini Cavadão e de Humberto Gessinger na noite deste sábado, numa promoção do programa Pop Rock Brasil da rádio MPB FM. Uma plateia dividida quase igualmente entre os de mais de 30 e os de menos de 30, segundo o critério de Bruno Gouveia, do Biquini, cantou praticamente todas as músicas das duas formações do começo ao fim.

Do poleiro onde sempre assisto aos shows, dava pra esquecer que estamos em 2015. Eram os anos 80 de novo: bandas daquela década no palco e uma galera ensandecida como tantas vezes vi ali sob a lona voadora. Antes do Biquini subir ao palco, rolou um set de 70 minutos de rock brasileiro do DJ Wagnerasta Irie. A plateia cantou em alto som Será (Legião Urbana), Exagerado (Cazuza), Fátima (Capital Inicial), Pintura Íntima (Kid Abelha), Dias de Luta (IRA! - nesta faltou o coro que sempre rola nos shows da banda: "Porra, caralho, cadê meu baseado").

 
Bruno regendo a plateia



As duas formações tem posturas sonoras distintas. O Biquini Cavadão está na euforia dos 30 anos a bordo do DVD comemorativo Me Leve Sem Destino e seu show teve um astral de festa de aniversário, sempre a mil com a total cumplicidade da plateia, um som turbinado em quarteto com adição de um sax tenor e uma segunda guitarra. Já Humberto Gessinger faz a turnê de Insular, o primeiro disco que ele considera solo, apesar de ter sempre liderado e composto o repertório de suas diversas facetas, Engenheiros do Hawaii, Gessinger Trio e Pouca Vogal. Ele apresenta uma variedade de configurações ao tocar baixo, guitarra, acordeon, teclado, pedalboard e vocoder. A seu lado o excelente guitarrista, Esteban Tavares e o baterista Rafael Bisogno, ambos com ele desde 2003, com intervalos. 

 
Humberto Gessinger


A equalização do Biquini estava um pouco desalinhada. A bateria de Alvaro Birita alta demais, a guitarra de Carlos Coelho estava baixa, sem o merecido destaque e o mesmo com os teclados de Miguel Flores da Cunha e a segunda guitarra de Figurótico Pineschi. Já o sax  de Walmer Carvalho estava  alto e o baixo de Marcelo Magal bem audível. Humberto se beneficiou da formação mais enxuta, com os três instrumentos em alto e bom som. Ele divide os vocais com Esteban em várias canções.


Bruno nos braços do povo


A noite começou às 23h15 com a entrada do Biquini, que ficou no palco até 0h54, incluindo o bis. Com a idade beirando os 50 anos (tem 47) Bruno tem uma disposição de adolescente, numa performance eletrizante o show inteiro. Achei legal eles começarem com a primeira música lançada, Tédio, e logo em seguida a que foi o lado B do compacto, No Mundo da Lua. Já que é um show de aniversário, escolhas bem coerentes. Nesta última chamou um jovem ao palco e não deu outra: Bruno entregou o microfone e foi dançar pelo palco. O jovem cantou o restante da música e saiu com um grito certeiro: "Viva o rock nacional." É  isso aí.

 
Carlos Coelho

Nem precisava, mas Bruno deu força para a plateia cantar com ele em uma sucessão de hits: Janaína, Roda Gigante, Livre, Múmias, Impossível. Era a banda mandar a música e o povo se encarregava dos vocais. Bruno: "Sabe por que não tem rock universitário? Porque o rock é pós graduado! Sabe por que não existe rock ostentação? Porque o rock é contestação!" E entrou com Carta aos Missionários, da banda Uns e Outros. Ele também lembrou que a banda completa três décadas sem parar, atravessando ondas de axé, pagode, funk e sertanejo, uma prova de que o público de rock continua firme e forte, apesar de as bandas não estarem presentes como deviam no rádio e na TV.

 
Miguel Flores da Cunha

Houve momentos de um verdadeiro carnaval roqueiro em Chove Chuva e Zé Ninguém, nesta Bruno se jogou nos braços do povo, que o segurou com cuidado e o devolveu ao palco. No bis, Carlos Coelho fez uma homenagem ao Dia Mundial do Rock tocando riffs de alguns standards (ver setlist). No encerramento, Bruno contou que o primeiro show deles foi no Circo Voador, o repertório era pequeno, daí começavam e terminavam com Tédio, "e é assim que vamos terminar este show" e mandou Tédio. 
 
Humberto Gessinger

Daqui a pouco Humberto Gessinger. Não foi bem assim, a mudança de configuração do palco foi complexa. Desmonta bateria, tira amps, rack de efeitos, teclados, desloca um estrado pro meio, instala o equipamento do Humberto, amp de guitarra, amp de baixo, ao lado do microfone dele um rack de efeitos, um vocoder pra distorcer o vocal, no chão pedais vermelhos e brancos do pedalboard, na verdade acionador do sintetizador de baixo Novation Bass Station2. Um roadie testa as guitarras e baixos do Humberto, o tempo vai passando, o povo começa a vaiar, quase duas da amanhã... a 1h51 entra Humberto, para ficar no palco até 03h45. Som bem diferente do Biquini, tudo bem separado e definido.

 

 
Esteban Tavares

Setlist na mão, vejo que no bis tem uma sequência de hits dos Engenheiros: Refrão de Bolero, Toda Forma de Poder e Infinita Highway. A última antes do bis Exército de um Homem Só. Tudo isso tocado em arranjos novos, uma reciclagem de hits com quase 30 anos de vida. A plateia se confundiu um pouco ao cantar Infinita Highway porque o andamento é mais rápido. Outros hits da época foram rearranjados. Somos Quem Podemos ser ficou muito bonita com Humberto no acordeon e Terra de Gigantes virou folk com gaita e tudo. Em Somos Quem Podemos Ser, o verso "garotos inventam um novo inglês" foi substituído por "garotos não sabem mais português", uma "homenagem" aos 524 mil zeros em redação no Enem.

Humberto igualmente tem vibe de adolescente do alto de seus 51 anos. No papo com ele depois da passagem de som, me disse que ficava incomodado quando o tratavam de senhor, como que a mostrar que ele está velho. No palco fica claro que não é nada disso. Ele não é metaleiro, mas bate cabeça o tempo todo com sua cabeleira loura lisa um pouco abaixo dos ombros. 


 
Na bateria Rafael Bisogno

Humberto é muito bom de melodia, suas canções são envolventes. Comentei que tinha muita coisa de rock progressivo, ele respondeu que adora, que é dos últimos progressivos (força de expressão), mas isto cabe muito bem em suas letras de viés existencial e filosófico. 

Fiquei olhando uns jovens que estavam  perto de mim. Cantavam com uma expressão de enlevo, abriam os braços, botavam a mão no peito, uma reação diferente do show do Biquini, quando a expressão era de alegria, de extravasamento, reações diversas para artistas que apelam a lados distintos de cada um. Como diria o "rei", "são tantas emoções, bicho". Foi uma noite especial. Do alto do meu poleiro vi mais de 2 mil pessoas num ritual catártico que deve render comentários por um bom tempo. Muito acertado unir Biquini Cavadão e Humberto Gessinger.

 

 Setlist Humberto Gessinger - Saiu Voo de Besouro, entrou O Sonho É Popular



Setlist Biquini Cavadão
Tédio
No Mundo da Lua
Janaina
Roda Gigante
Livre
Múmias
Impossível
Quando Eu Te Encontrar
Dani - Uma Brasileira
No Mesmo Lugar
Vento Ventania
Quanto Tempo Demora Um Mês
Carta aos Missionários
Chove Chuva
Timidez

Bis
Set Coelho (guitarra) Satisfaction, Smoke on the Water, Pantera Cor de Rosa, Seven Nation Army, Black in Black, Enter Sandman
Zé Ninguém
Meu Reino
Tédio



P.S. O Humberto me mandou uma ilustração de seu equipamentos. Isto é mais para quem toca e/ou gosta desse tipo de informação. Sua explicação: "A pedalboard não tem sons próprios, é o que chamam um "controler". Ela aciona os sons do mesmo Bass Station. No baixo de 6, eu uso 4 cordas de baixo e 2 de guitarra. Nos solos do Tavares (guitarrista), vou pra região aguda e compenso fazendo os baixos com os pés. É a mesma estratégia que uso com a doubleneck (bss / gtr). O teclado em cima do vermelho é um synth de bass: Novation Bass Station."







sexta-feira, 10 de julho de 2015

Ana Cañas lança clipe de seu novo álbum: Tô Na Vida

Veja o clipe da nova música de Ana Cañas Tô Na Vida, um blues dela em parceria com Lúcio Maia (Nação Zumbi) e Arnaldo Antunes. É a faixa título do álbum que sai em agosto.  Gostei muito, o disco promete.




 FICHA TÉCNICA


Direção: Ana Cañas e Philippe Noguchi
Edição: Philippe Noguchi

Agradecimento Especial: Brechó B Luxo (SP)

Produzido por Ana Cañas e Lúcio Maia

Músicos: Lúcio Maia (guitarra), Marcelo Jeneci (órgão Hammond),
Betão Aguiar (baixo) e Marco da Costa (bateria)

Gravada no Estúdio El Rocha (SP) por Fernando Sanches
Assistente de Gravação: Eric Yoshino

Mixado por Mario Caldato Jr no Estúdio Marini (RJ)
Masterizado por Robert Garranza (LA)

Prodigy lança EP The Night Is My Friend




A banda de punk rock eletrônico Prodigy lança dia 31 de julho o EP The Night Is My Friend com cinco faixas. O lançamento será digital, em vinil, CD e cassete:
 
1.Get Your Fight On (Re Eq)
2.AWOL (Strike One)
3.Rhythm Bomb feat. Flux Pavilion (Edit)
4.Rebel Radio (René LaVice's Start A Fucking Riot Remix)
5.The Day Is My Enemy (Caspa Remix)

 

 
Strathallan Castle

A banda estará neste final de semana no T In The Park Festival, que rola no Castelo de Strathallan, nos arredores de Glasgow e Edinburgh, Escócia. Será headliner domingo do BBC3/Radio 1 Stage. O festival recebe mais de 200 mil pessoas em três dias, tem seis palcos onde se apresentam Noel Galagher's High Flying Birds, Vaccines, Avicii, Hot Chip, Alabama Shakes, Fat Boy Slim, Kasabian, Cribs e dezenas mais.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Banda carioca de metal Reckoning Hour grava primeiro álbum






A nova formação da banda carioca de metal Reckoning Hour está em estúdio a todo vapor registrando sua mais nova obra, Between Death and Courage. 


João Reis (Bateria), Fabio Bianna (baixo), Philip Leander (guitarra & vocal), Thiago Tavares (guitarra), JP (vocal)


O álbum está sendo gravado no Aeon Audio (Vitalism, No Trauma) na capital fluminense, com produção de Philip Leander, Carlos Victor Montenegro e Marcelo Braga.

Sucessor do EP Rise of the Fallen, lançado no segundo semestre de 2013, este será o primeiro álbum do grupo, com 12 faixas inéditas e a participação de Fabiano Penna (Rebaelliun) na nova fase da banda.