quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Queen volta ao Brasil para os 30 anos do Rock In Rio com vocalista jovem pop e topetudo






Brian May, Adam Lambert, Roger Taylor - Fotos de Cleber Junior

Brian May, 68 anos e Roger Taylor, 66, os remanescentes do Queen original  estão velhos mas tem boa memória. Dizem que ainda lembram do primeiro Rock in Rio em janeiro de 1985. Roger Taylor diz que nunca esqueceu a multidão cantando as músicas apesar de ser uma plateia brasileira. Brian emendou que nunca esperavam isso e um público que não fosse da língua inglesa. “Ao chegar aqui algumas lembranças voltaram, foram momentos inesquecíveis, uma grande festa, está sendo nostálgico e é muito bom voltar 30 anos depois.”


Roberta Medina, a big boss do festival anunciou que todas as noites do festival serão abertas com uma queima de fogos ao som  de Bohemian Rhapsody como um tributo ao Queen, que disse ter sido a primeira banda a fechar com o festival em 1984, quando o pai dela, Roberto Medina, batalhava para conseguir bandas que acreditassem nele e na viabilidade do festival. Depois que o Queen fechou, as portas se abriram. E ainda que a iluminação da primeira edição foi toda com os quadros de luz da banda.



 
Adam Lambert, o topete chega primeiro

O vocalista desta vez é o jovem fashion topetudo Adam Lambert, 33 anos com cara de 23, que se disse muito seguro de entrar no palco agora com o Queen, não sente mais a insegurança de três anos atrás quando fez os primeiros shows e até sente a presença de Freddie Mercury toda vez que se apresenta. Vi alguns vídeos de shows da banda com ele e definitivamente Adam não tem o rockn’roll nas veias, seu trabalho solo é bem pop ao estilo do mainstream americano. Tem uma boa voz e presença de palco, Brian acha que ele tem alguma coisa de Freddie, que não achei, mas a banda é dele, ele bota quem ele quiser.



Eles disseram que chegaram com antecedência ao Rio para ensaiar, pois não tocam desde fevereiro e Roger disse que vão discutir o repertório e ver se armam alguma surpresa para o show do Festival. Quarta que vem, dia 16, a banda toca em São Paulo e faz a abertura do Rock In Rio na sexta, 18. Brian disse que haverá mudanças de setlist nos dois shows. “Não nos levamos a sério, mas levamos o trabalho muito a sério, por isso vamos ensaiar bastante”, disse Brian. 

Fotos na varanda do Copacabana Palace

A banda já correu boa parte do mundo com Lambert.  Roger disse que querem continuar porque ainda tocam bem, ele só não sabe por quanto tempo mais. Brian emendou que hoje eles tocam ainda melhor mantém a mesma paixão. A uma pergunta sobre o público dos shows pelo mundo, Brian disse que os jovens tem mostrado que conhecem a banda. Roger: “Podem não nos conhecer como pessoas porque são jovens, mas conhecem  muitas das músicas.”



Além de músico, Brian May é phd em Astrofísica e participa de campanhas em favor da vida animal. Ele uma vez até disse que, se fosse escolher, preferia ser lembrado pela defesa da vida selvagem do que pelas outras atividades: “Gosto de fazer as três coisas.  Já acabamos com tantos animais. A música abre portas para que possamos trabalhar com diversos temas.”

 Quando fiz a pergunta pedi pro Brian falar mai8s alto, disse que tinha 50 anos de ro0ck'n'roll e perda de audição. Ele respondeu que eu devo ter passado muito tempo  perto do P.A. O que é verdade! Ficava perto das caixas de som, além de ouvir rock alto pra cacete a vida toda.


Brian e Roger conheceram Adam na final do American Idol de 2009 quando ele era finalista  junto com Kris Allen.  Os quatro levaram We Are The Champions e Brian se interessou pela voz de Lambert, que ficou em segundo lugar. Depois Brian assistiu o teste dele pro programa cantando Bohemian Rhapsody. No final de 2011 se apresentaram com ele na premiação da MTV europeia e o convidaram para uma turnê mundial como convidado, daí a denominação de Queen + Adam Lambert. Adam tem seu trabalho solo e não há planos de gravar material inédito com o Queen.








2 comentários:

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  2. É verdade. A gravadora EMI, na época, final de 84, agendou um encontro entre mim, uma amiga e o empresário do Queen, o Sr. Jim Beach, pois tinhamos um fã clube do Queen e este encontro aconteceu nos escritórios da Artplan Publicidade, na Fonte da Saudade. Rosangela e eu fomos muito bem recebidas na Artplan pelo Sr Sérgio Zobaran, conheci também o Sr Oscar Ornstein, cujo único defeito era ser torcedor do Fluminense e vi a maquete do Rock in Rio. Toda a iluminação do festival em 85 era do Queen.
    O assunto deste encontro era sobre a homenagem que queríamos fazer na Praia de Copacabana para a banda, em frente ao Copacabana Palace, escrevemos Queen com velas e soltamos canhões de fogos de artifício. No hotel acontecia uma festa para todos os artistas do Festival. Foi sucesso e até hoje é comentada. A Kerrang alemã na épica disse que fãs incendiaram a praia de Copacabana. Virou até mesmo pergunta de quiz no RjTv esta semana. Infelizmente há dois anos estou doente e não pude assistir aos shows do Queen em SP e ontem, no RIR 2015. Mas desejei o melhor a eles para os shows no Brasil, Argentina e Chile. God save the Queen

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