domingo, 15 de novembro de 2015

A história de Baby e o choque dos tropicalistas com a MPB nacionalista

Atrás Jorge Ben, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Gal Costa. Abaixados Sergio Dias e Arnaldo Baptista

Reli Verdade Tropical  (Companhia das Letras - 1997), o indispensável livro histórico-autobiográfico de Caetano Veloso dos primeiros anos até a década de 90, incluindo a preciosa visão interna da criação da Tropicália. Destaco aqui a origem da canção Baby, o primeiro grande sucesso de Gal Costa e, minha favorita, uma belíssima versão pelos Mutantes. E uma discussão sobre a canção com Geraldo Vandré típica da polarização existente na época dentro da música brasileira pelo que ele chama de “esquerda nacionalista”, que tinha pego em armas contra a Jovem Guarda e naquele momento apontava seus canhões na direção dos tropicalistas. 





A canção foi encomendada a Caetano por sua irmã, Maria Bethânia, que lhe trouxe o título e o que ela disse tinha que ser o verso final: “Leia na minha camisa, baby I love you.” Fala Caetano: “Tratando-se de Bethânia tenho certeza de que havia também uma razão factual e muito pessoal para tão precisas especificações. Fiz a música procurando recriar a cultura de cançonetas e camisetas  e, ao mesmo tempo, o clima pessoal de Bethânia. Julguei o resultado perfeitamente representativo da estética  (e dada a contribuição de Bethania, da história) e combinei que entraria no disco coletivo na sua voz.”




Continua Caetano: “Tropicália ou Panis et Circensis (...), nosso disco manifesto, saiu em 68 com a participação de Nara Leão e Tom Zé além, é claro, do grupo-núcleo formado por Gil, Gal, Mutantes, Duprat e eu, mas sem a presença de Bethania que, por rejeitar intimamente a confusão de sua pessoa com grupos ou movimentos, deixou a canção Baby, que ela própria encomendara, para ser gravada por Gal Costa, o que resultou no primeiro grande sucesso desta. Um sucesso aliás merecidíssimo porque a canção revelou-se, por causa de Gal e do arranjo de Duprat, uma obra prima do tropicalismo. (...)  Minha alegria ao ouvir a adequação do estilo de Gal à canção (sendo a um tempo bossa nova e rock’n’roll, mas sendo algo diferente disso) e sobretudo a graça e a inteligência do arranjo de Duprat, levou a um incidente profundamente desagradável.”




Hora do embate. Caetano: “Saímos do estúdio para o Patachou, o restaurante com nome de cantora que frequentávamos na rua Augusta, para jantar em clima comemorativo. Geraldo Vandré, que estava em outra mesa, veio até a nossa e, ao perceber nosso entusiasmo pela gravação, pediu que Gal lhe cantasse a canção recém gravada. Quando tinha ouvido o suficiente para ter uma ideia do que era, ele a interrompeu bruscamente batendo na mesa e dizendo: ‘Isso é uma merda’. Gal calou-se assustada e eu, indignado, disse a ele que saísse dali. Ele ainda quis argumentar dizendo que estávamos traindo a cultura nacional, mas não permiti que ele concluísse o discurso e, gritando, exigi que nos deixasse, ressaltando que ele ao menos devia ter sido cortês com Gal, cujo canto suave ele interrompera de forma tão grosseira. Isso inaugurou uma inimizade pessoal que traduzia nossa divergência ideológica – mas não houve nenhuma outra discussão agressiva nem a desavença ganhou publicidade.”




Esta polarização, claro, tinha como pano de fundo a ditadura militar instaurada em primeiro de abril de 1964. O que ele chama de esquerda nacionalista via no rock e na mistura feita pela Tropicália uma importação de valores americanos para colonizar a cultura brasileira, levando em conta que o Tio Sam foi parceiro dos militares no golpe. A bossa nova incorporara o jazz, mas eles não consideravam isso uma distorção alienígena por achar que o samba predominara na receita, algo que não se aplicava à Jovem Guarda e nem ao som elétrico que Caetano e Gilberto Gil incorporaram no primeiro momento com recurso à banda argentina Beat Boys (Alegria Alegria)  e aos Mutantes (Domingo no Parque).




Não gosto da bossa nova. Na minha primeira entrevista com Tim Maia, transcrita no livro Circo Voador A Nave, de Maria Juçá, ele disse que a bossa nova era um desvio do samba jazz inventado por Johnny Alf: “O João Gilberto é 22 [maluco], o samba jazz era rápido, tinha o maior suingue, veio o pessoal de Ipanema, todo mundo cansado, e levou tudo para trás, ficou aquele nhém nhém nhém. A escola João Gilberto é péssima na parte vocal, na parte rítmica aproveita até certo ponto.” Ele também disse que, por cantarem coisas como “a tardinha cai” e “o barquinho a deslizar”, tudo em "inho", era mais uma mostra do cansaço dos bossanovistas.

Não tinha como eu, jovem, aceitar uma música dessas e abracei o rock internacional e a Jovem Guarda, com a consequente repulsa a esta MPB sonolenta, mas abracei com entusiasmo a Tropicália, porque ouvi ali uma incorporação do momento psicodélico em que o rock estava lá fora em 1968, que a Jovem Guarda não soube preencher/evoluir. 


Arnaldo, Rita e Sérgio - Mutantes, a maior banda de rock brasileira de todos os tempos

Verdade Tropical, lançado em 1997, é um livro indispensável para quem se interessa por música popular. Além da gênese do Tropicalismo, contém uma narração vívida da repressão à cultura depois do Ato Institucional Número 5, de 13 de dezembro de 1968. Caetano relata com detalhes todo o período kafkiano em que ficou preso sem acusação alguma, sua soltura e a de Gil com a condição de irem para o exílio e a volta com os desdobramentos até o fechamento da edição. O livro está esgotado nas livrarias, mas accessível no Mercado Livre por até 10 reais. Não me passa pela cabeça que alguém se disponha a passar adiante uma obra desta importância por tão pouco. Azar dele e sorte de quem comprar.








sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Robertinho solta raios e trovões de heavy metal no Rival

Robertinho de Recife, Raphael Sampaio (bateria), Fhorggio (teclados - Fotos de Cleber Junior

O equivalente a uma orquestra sinfônica de mosquitos zumbe nos meus ouvidos e a culpa é de Mr. Robertinho de Recife, que atacou em show estrondoso no Teatro Rival nesta quinta a noite com potência para uma casa 10 vezes maior. Claro que valeu a pena, o cara é fodaço na guitarra e vários guitarristas de bandas de metal foram lá bater cabeça pro baixinho gigante. Com a guitarra plugada num amp Marshall ele fica com 10 metros de altura.


Com Lucky Leminski (vocal)

Sim, tem ecos de Joe Satriani, Eddie Van Halen e outros gigantes da guitarra, mas o estilo é totalmente dele, aqui e ali ouve-se ecos do master Sabbath Tony Iommi, já que ele gosta de atacar nos graves e também nos médios e menos nos agudos, estes também encorpados. Interessante que, mesmo tocando umas cinco guitarras, ele varia pouco o timbre, distorcido não muito sujo, só numa Flying V de design alongado e meio torto nas pontas com pintura de fogo, a distorção foi mais saturada.


Junior Mauro (baixo)

O nome do show e da banda que o acompanha é Metal Mania, o nome usado por ele nos anos 80 antes de encher o saco de tocar metal sem ganhar dinheiro e pular pro oposto extremo, a banda baba Yahoo, embora suavizasse com a abordagem de fazer versões de músicas de metal. Foi isso que me disse na época. O baixista e vocalista  do Yahoo Zé Henrique fez participação e contou do sufoco que a banda passava em vários concertos. Ele disse que entrava numa plateia cheia de metaleiros, sabia que ia dar merda: “Um show na Bahia só tinha metaleiros e nós estourados na novela, a primeira coisa que cantei veio o berro: Cala a boca Menudo!” Além dos gritos pro Robertinho voltar pro metal. E realmente o Yahoo era a treva, uma baba grossa como a lama de Mariana, ilustrada no show pelos hits Mordida de Amor, da novela Bebe a Bordo, e Pra Você Voltar, compensada pelas  líricas frases na guitarra de Robertinho.



Yahoos a parte, o show foi uma porrada metaleira entremeada por falas de Robertinho. Ele tocou sete dos nove temas de seu novo álbum Back For More, lançado apenas em formato digital, sete instrumentais e a vocoderlizada faixa título, levada pelo vocalista original do Metal Mania Lucky Leminski.
Depois de tocar Pole Position, homenagem a Ayrton Senna, mandou: “Ayrton Senna do Brasil. Eu falei pra ele que ia tentar ser tão rápido quanto ele, não sei se vou conseguir.” Claro que conseguiu e ainda disse que passou um final de ano com  Ayrton e Xuxa, não sei se foi uma insinuação, se nosso campeão tinha algo, ou alguém, em comum com Pelé. 




Robertinho falou que nos anos 80 fazia coisas como ligar pruma rádio e mandar uma tipo “tira esses caras, são muito chatos.” Teve problemas de drogas, ficou muitos anos na América e passou por um infarto. Fui cumprimentá-lo antes do show no camarim, ele me disse que agora está entre o Brasil e o estado do Mississippi, berço do blues, e produziu há pouco um álbum com 12 cantoras negras de blues. Lamentou que a música do Mississippi não chegasse aqui como a de Chicago, berço do blues elétrico.

Lucy Leminski

A banda tinha um músico nos teclados e programações vestido como Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter, a dupla eletrônica francesa Daft Punk. É Fhorggio, filho de 17 anos dele que solta efeitos e vozes metálicas ao longo do show para criar os climas de várias canções. Os dois outros músicos são os irmãos Junior Mauro (baixo) e Raphael Sampaio (mega baterista). 

Fhorgio

Robertinho gosta de fazer citações em seus temas instrumentais. Num deles de tema ligados aos westerns teve The Good, The Bad and The Ugly e Ghost Riders In The Sky junto com um toque de Bicho de Sete Cabeças, referência ao seu passado de colaboração com Fagner e Zé Ramalho. Em Fantasy Rhapsody Medley atacou com a Rhapsody In Blue, de George Gershwin com a fluência de sempre. 


Com Zé Henrique

No medley Monsters of Rock teve citações de Deep Purple (o solo de Highway Star), Black Sabbath (o riff de Iron man), Iron Maiden (The Trooper), Crazy Train, da carreira solo de Ozzy com o vocalista Lucky Leminski mandando o grito de guerra de Ozzy “Go Fucking Crazy”.  Leminsky, vocalista original do Metal Mania, ficou encarregado do repertório da época e está com as cordas vocais nos trinques em canções que só pecam por letras fracas, mesmo considerando que ali estão só para justificar a performance virtuosa de Robertinho.




O final foi apoteótico com Cum On Feel The Noize, da esquecida banda inglesa Slade, que ainda vaga por aí, e Metal Daze, da banda Manowar, com quem ele tocou no Monsters of Rock em abril em São Paulo. No final ele chamou vários guitarristas que estavam na plateia para tocar um pouco com sua guitarra de fogo. 



ALucky Leminski guitarras do cenário

Nesse momento ficou evidente o que o difere de outros instrumentistas. Solaram em frases bem rápidas num estilo técnico padrão do metal, o contrário de Robertinho, que sabe dosar técnica e emoção. Por isso mesmo todos bateram cabeça para o mestre e um deles mandou um recado pro Rock in Rio que Robertinho devia estar lá. Concordo. A despedida foi com Vou-Me Embora, de Paulo Diniz, conterrâneo de Robertinho. Vá, mas volte mestre.


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Festa da radiocultfm.com tem as bandas La Guerra, Kapitu e a alma de Jimi Hendrix


Fotos de Cleber Junior

A banda de Niterói Kapitu foi a grande atração da noite na festa que lançou a nova programação da nossa radiocultfm.com. A chuva forte prejudicou o movimento, mas quem foi teve rock do bom na pista com os DJs Luck Veloso e André Luiz Costa e dois shows, o primeiro com o trio pesado La Guerra e o segundo com a Kapitu.  Por ser no meio da semana, respeitou-se o horário de quem trabalha no dia seguinte, então a festa foi de 20h à 0h30. Nos primeiros 150 minutos, Andre e Luck mostraram a sonzeira da nova programação, rock visceral de todas as épocas, de Rolling Stones a Kaiser Chiefs, de Chuck Berry a Sex Pistols, mestres como Jimi Hendrix, bandas atemporais como Led Zeppelin.

Andrea Andion, titular do programa Andion On Stage, de entrevistas com bandas, fez as honras de Mestre de Cerimônias. Deu uma rápido histórico da rádio, já em seu sexto ano e anunciou o power trio La Guerra formado por Juliano De La Guerra (guitarra e vocal), Ed Helderson (baixo) e Carlos Salles (bateria) que abriu os trabalhos com uma homenagem ao maior dos mestres do rock, Jimi Hendrix, com Foxy Lady. 


La Guerra

A seguir o trio apresentou o repertório autoral do álbum que estão gravando. Abanda faz um som pesado de qualidade, Juliano usa timbres de hard rock que remetem ao Grand Funk Railroad, mas a banda ainda precisa de ajustes no entrosamento. São bons músicos, trata-se apenas de tempo de estrada e ensaios para que se torne uma unidade coesa.

Yuri tomado por Hendrix

A banda seguinte, a Power Niteroiense Kapitu, está mais do que pronta. Afinal são oito anos com a mesma formação, o que é um grande trunfo. O guitarrista Jhaba me disse brincando que se conhecem tão bem quem quando erram, erram juntos. Mas erros, se aconteceram, só eles mesmos perceberam, porque a plateia se empolgou com a alta qualidade do som. Na semana passada tocaram em Niterói com outra nova banda forte, a Facção Caipira. A Kapitu já tem dois álbuns, o mais recente se chama Vermelho. Os dois estão disponíveis para download no site da banda em kapitu.com.br. É mais uma nova banda do Rio que vale a pena conhecer, numa cena que cresce a cada dia para desmentir os que dizem que o rock brasileiro morreu. O rock está botando os watts para fora de alto a baixo dos Brasis.

Juliano La Guerra em momento Hendrix, de olho no telão

Yuri Corbal (guitarra e vocal), Jahba (guitarra), Irlan Guimarães (baixo) e Rafael Marcolino (bateria) tocam um repertório é de qualidade com letras feitas por Benito Corbal, o quinto Kapitu, pai de Yuri. O repertório foi basicamente do novo álbum, Vermelho, com muito gás e altos solos de Yuri, bastante aplaudidos e assoviados. A noite terminou num delírio Hendrixiano com as duas bandas juntas em Foxy Lady. Baixou o Jimi no Yuri e o Hendrix no Juliano e os dois quase fazem as guitarras pegar fogo. Por pouco não corro pra pegar um extintor. Não podia ser um final mais roquenrol.


A equipe da Cult e as bandas - Foto de Nem Queiroz

Foi a primeira festa da nova fase da CultFM.Com e outras virão quase certamente no Odisseia que, por suas características meio CBGB meio Marquee, tem tudo a ver com o physique du role rock da Cult. A noite teve a produção competente de Liliana de la Torre, nova e marcante aquisição da Cult, que vem somando talentos e se fortalecendo a cada dia.

domingo, 1 de novembro de 2015

Titãs soltam relâmpagos em Nheengatu Ao Vivo



Assisti pela terceira vez ao DVD Nheengatu Ao Vivo, dos Titãs (Som Livre), registro da turnê do último álbum, o surpreendente Nheengatu, uma espécie de atualização de Cabeça Dinossauro, de 1986. A banda, reduzida à metade da formação dos anos 80, nada perdeu de seu punch ao vivo, apesar da mudança de configuração. 





Hoje Paulo Miklos e Branco Mello são também instrumentistas, guitarra e baixo respectivamente, Paulo e Sérgio Britto (teclados) são vocalistas com muito punch, Branco Mello menos, seu timbre é mais suave e com pouco alcance. Não é uma banda de virtuosos, mas os quatro juntos formam uma unidade poderosa, completada pela bateria segura e precisa do convidado Mário Fabre. Gente que nada mais dava pela banda se surpreendeu com este álbum que, como Cabeça, faz um diagnóstico corrosivo do mundo atual.


Paulo Miklos -  foto encarte - Silmara Ciuffa

Nove das 14 músicas do disco estão no show, um bom número no setlist de 23 números (14 no CD). O karma dos artistas musicais é dosar o repertório antigo, que o povo quer ouvir, com as novidades, que projetam a banda para frente.   Sempre se procura equilibrar o novo e o velho, aqui os Titãs optaram por  muito punch, sem sucessos lentos como Enquanto Houver Sol e Epitáfio, o pau come o tempo todo num show simples e bem produzido em que se destaca cenicamente as máscaras que usam nas quatro primeiras músicas,  mais para Slipknot que para Kiss.





Em entrevistas sobre Nheengatu, os Titãs se disseram revigorados pela turnê de 25 anos do Cabeça Dinossauro em 2012, tratar de novo daqueles temas num show furioso deu a eles gás para fazer Nheengatu, gestado desde aquele ano, com o repertório construído e testado na estrada até chegar ao disco ano passado. 

O DVD abre com quatro músicas novas, Fardado, Pedofilia, Cadáver Sobre Cadáver e Chegada ao Brasil (Terra à Vista) e passa pelo segundo disco, Televisão (1985), com a pesada Massacre, que prenunciava a virada que viria no ano seguinte, com Cabeça. A seguir pula pra faixa título do álbum de 1987, Jesus Não Tem Dentes No País dos Banguelas e Lugar Nenhum, do mesmo álbum.



Sérgio Britto  -  foto encarte - Silmara Ciuffa

A seguir mais três novas: Baião de Dois, Quem são Os Animais, República dos Bananas e Pela Paz. E pula para Nem Sempre Se Pode Ser Deus, do polêmico álbum grungeado Titanomaquia (1993). Tocam uma conhecida  para a plateia cantar e pular, Diversão, do álbum Jesus etc e mais duas novas Mensageiro da Desgraça e Fala Renata. 

Aí encaixam Desordem, de Jesus..., Vossa Excelência, “nossa singela homenagem a uma classe incompreendida, os políticos,” diz Paulo Miklos  em tom irônico, a plateia vaia e depois solta os pulmões no refrão “filha da puta, bandido, corrupto, ladrão.” Na reta final os clássicos, quatro deles na seção de extras. 

Tony Belotto -  foto encarte - Silmara Ciuffa

Não tem making off, seria legal ter, não aquele em que entrevistados derramam elogios, mas uma visão técnica e conceitual do disco e da turnê. A direção de imagens é de Joana Mazzucchelli, uma captação correta e funcional sem grandes sacadas e a produção musical do craque Rafael Ramos. Titãs honram o rock’n’roll e  a história da banda neste DVD. Agito com alta qualidade.


Branco Mello -  Foto encarte - Silmara Ciuffa


Ficha Técnica
Músicos
Branco Mello – baixo e voz
Paulo Miklos – guitarra e voz
Sérgio Brito – teclados, baixo, voz
Tony Belotto – guitarra
Convidado: Mário Fabre – bateria

Direção DVD - Joana Mazzucchelli
Produção áudio – Rafael Ramos
Produção executiva do DVD – Deyse Simões

Gravação áudio: Jorge Guerreiro – Unidade Móvel Gabison UM3
Mixagem: Vitor Farias e Rafael Ramos
Masterização – master Ricardo Garcia
Áudio em estéreo e Dolby 5.1 (não tem DTS).
Design  de luz e Direção de fotografia – Marcos Olívio
Cenário – Cassio Brasil
Projeto gráfico – Marcos de Moreno
Fotografia  - Silmara Ciuffa
Tempo total: 70 minutos
Lançamento - Som Livre
Gravado no Audio Club, São Paulo, em 24 de abril de 2015







MÚSICAS
Fardado (Sérgio Britto/Paulo Miklos)
Pedofilia  (Britto/Miklos/Tony Bellotto)
Cadáver Sobre Cadáver  (Miklos/Arnaldo Antunes)
Chegada ao Brasil ( Branco Mello/Emerson Villani/Aderbal Freire)
Massacre (Marcelo Fromer/Britto)
Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (Fromer/Nando Reis)
Lugar Nenhum (Antunes/Charles Gavin/Fromer/Britto/Bellotto)
Baião de Dois (Miklos)
Pela Paz  (Mello/Reis/Britto/Gavin/Miklos)
Quem São os Animais? (Britto)
República dos Bananas (Mello/Angeli/Hugo Possolo/Villani)
Nem Sempre Se Pode Ser Deus (Titãs)
Diversão (Reis/Britto)
Mensageiro da Desgraça (Miklos/Bellotto/Britto)
Fala, Renata (Bellotto/Miklos/Britto)
Desordem (Gavin/Fromer/Britto)
Vossa Excelência (Gavin/Miklos/Bellotto)
Televisão (Antunes/Fromer/Bellotto)
Sonífera Ilha (Mello/Carlos Barmack/Ciro Pessoa/Fromer/Bellotto)
Polícia (Bellotto)
AA UU (Fromer/Britto)
Flores (Gavin/Miklos/Britto/Bellotto)
Bichos Escrotos (Antunes/Britto/Reis)
Fonte setlist: Wikipedia.