quinta-feira, 21 de abril de 2016

Sua Alteza Púrpura, Prince, gênio musical dono de uma sexualidade ambivalente, parte aos 57 anos

Foto de fã do último show no Fox Theatre em Atlanta

Chocado com a morte de Sua Alteza Púrpura, Prince, uma das mentes mais criativas reveladas na década de 70. Em 38 anos de carreira discográfica lançou 39 álbuns, 10 a mais do que bandas como os Rolling Stones, que lançaram 29 em 54 anos.  Se tem igual relevância é um item a se discutir. Vi comentários no Face desmerecendo Prince, pessoas nitidamente equivocadas e mal informadas sobre a estatura artística deste gênio de um metro e 58 de altura que nos deixa aos 57 anos, de causa ainda não revelada. Sabia-se que tinha uma gripe há semanas e chegou a ser atendido de emergência após o pouso forçado de seu avião em Malice, Illinois, há uma semana.


Carro de polícia na entrada da mansão de Prince na manhã desta quinta

Quando ouvi Prince identifiquei uma mistura de todas as vertentes da música negra processadas de maneira inteligente e pessoal. O rock ele trazia numa execução primorosa da guitarra, compararam-no a Jimi Hendrix. Bobagem, Hendrix é único, Prince bebeu nas mesmas raízes de Jimi, os grandes mestres do blues, mas seu estilo ia além disso. As vertentes dançantes da black music, soul e funk, e rhythm’n’blues eram bem fortes em sua obra, bem como a vertente sexual aliada a estes ritmos e ao rock. Sua elegante e provocadora persona de uma sexualidade ambivalente incomodava muita gente. 


O palco do Fox Theatre, local do último show

Prince manteve uma produção fértil na carreira. Vendeu mais de 100 milhões de cópias e ganhou sete Grammy. De 1978 a 2008, deixou de lançar álbuns em apenas cinco anos, mesmo assim na maioria dos casos por ter lançado dois álbuns no ano anterior. Em 1994 lançou três discos, em plena guerra contra a gravadora Warner, que desejava limitar sua produção fonográfica, o que o levou também a trocar seu nome por um símbolo que, para ele, combinava o símbolo masculino com o feminino. Daí passou a ser chamado de O Artista e O Artista Antes Conhecido Como Prince. 





Mesmo gripado, Prince se apresentou no último dia 14 num concerto da turnê Piano and Microphone no Teatro Fox em Atlanta. Um fã não identificado comentou no site da Ticketmaster: “A performance foi mágica. Só piano e microfone e, mesmo assim, senti a música nos ossos. A voz é a mesma de 30 anos atrás, alcança as notas sem esforço.”  Esta apresentação tinha sido remarcada por conta da gripe, mas, nesta noite, ele estava bem com a voz clara e firme.





Quando saiu de volta para seu estado, Minnesota, passou mal e o avião particular fez um pouso de emergência em Moline, Illinois, foi levado para um hospital onde foi atendido durante três horas e liberado. Ficou em casa e não há notícias de que tenha voltado a algum hospital, houve boatos de que não estava bem. Na manhã desta quinta-feira foi encontrado desmaiado no elevador de sua mansão em Paisley Park, Minnesota. Paramédicos tentaram salvá-lo sem sucesso. A hora da morte foi registrada como 10h10.

Seus últimos discos foram Hit and Run Phase One, lançado em sete de setembro de 2015, e Hit and Run Phase 2, de 12 de dezembro do ano passado. Valeu Prince.




P.S. Para biografia veja sites na web.




Um comentário:

  1. Nunca fui muito ligado no som dele, mas inegavelmente o cara era um gênio. 2016 está barra pesada, muita gente boa está nos deixando.

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