segunda-feira, 20 de junho de 2016

Suricato grava músicas sertanejas para programa Versões

Da E Humberto Barros, Guilherme Schwab, Pompeo  Pelosi, Rodrigo Suricato, Raphael Romano - Fotos de Paula Costa

Assisti a uma gravação do programa Versões, do Canal Bis, vai ao ar em agosto. Foi com a banda carioca Suricato em versões de músicas sertanejas, algumas puxadas para o rock e outras para o folk, a especialidade dos meninos. Contaram com o reforço do mega tecladista Humberto Barros no piano, órgão e acordeon.

Foram 14 canções com vocais da linha de frente, Rodrigo Suricato (voz, violão, weissenborn, guitarra) e Guilherme Schwab (voz, violão, guitarra, weissenborn e djeridoo). No baixo Raphael Romano e Pompeo Pelosi na bateria e washboard. No geral as recriações funcionaram, menos uma em minha opinião. É o Amor, da dupla Zezé de Camargo e Luciano, não se prestou a uma versão rock, na verdade nem o original tem a mesma grandeza da gravação de Maria Bethania, que costuma ser definitiva no que grava.



Raphael Romano e Rodrigo Suricato

A direção do programa é de Pedro Secchin, também responsável pelas coberturas externas dos canais Multishow e Bis. Ele me contou que é a segunda temporada e o Suricato o terceiro nome gravado. Antes teve Tiago Iorc cantando Coldplay e Filipe Catto recriando Cássia Eller. O programa vai ao ar às quartas, 20h, a partir de três de agosto. No ano passado foram 10 programas com Raimundos (Ramones), Autoramas (Titãs), Ana Cañas (Rita Lee), Rodrigo Santos e os Lenhadores (The Police) entre outros, que estão sendo reprisados pelo Bis.

As gravações, com cicnco câmeras,  rolam no complexo Boas Novas, de uma TV Cristã, em Jacarepaguá, num estúdio alugado. Lá é gravado também o Música Boa, e sobra um espaço pequeno para gravar o Versões porque o palco do outro fica lá montado. A banda ficou num semicírculo ligada em amps, bateria sem isolamento acústico e microfones. Fiquei na cisma como seria mixado aquilo com tantos vazamentos. O som estava desequilibrado, a guitarra de Rodrigo muito alta, abafava o violão de Schwab e os teclados e as vozes muito baixas. Só que o objetivo ali não é o som ambiente, mas a gravação. Pedro Secchin me levou ao caminhão de áudio onde o engenheiro Marcelo Freitas pilotava a gravação em 36 canais. Havia uma segunda mesa no próprio estúdio para o retorno dos músicos, que usavam in ears.



Humberto Barros

No caminhão o som estava bem mixado, ouvia-se tudo. Perguntei ao Marcelo como mixava com os vazamentos e ele respondeu que fazia assim mesmo. O programa é em estéreo, o que facilita. No 5.1 seria mais complicado. Ele é contra 5.1 em televisão, o som padrão do Canal Bis. Ele acha que a recepção na casa do cliente sofre uma série de influências que afetam a reprodução, desde a transmissão pelo próprio canal à falta de condições técnicas dos homes caseiros, que podem estar mal alinhados – ele disse que pouca gente alinha o som do home -  e com as três caixas frontais e as duas do surround em posição incorreta.

De volta ao estúdio presenciei três momentos antológicos que impactaram todos no estúdio. Uma interpretação impecável de Romaria com Rodrigo e Guilherme nos violões slide Weissenborn, uma instrumental de Asa Branca em que Guilherme toca, ao mesmo tempo, o weissenborn e o djeridoo, mais a bateria de Pompeo em efeitos com baquetas de ponta de feltro. A terceira foi Disparada, com Rodrigo no violão de seis e Guilherme na viola caipira, só os dois. Teve um lance engraçado. Rodrigo tentou algumas vezes, mas empacou. Levantou, saiu do estúdio para arejar as ideias, todos esperaram, ele voltou e fez a boa. 


Guilherme Schwabb e Rodrigo Suricato

Vários números foram repetidos, não sei se todos porque já estava rolando quando cheguei. Foram três horas e meia para registrar as 14 músicas. Algumas da própria banda como Um Tanto, Bobagens, regravadas por eles como O Sanfoneiro Só Tocava Isso, tema da novela das 18h Eta Mundo Bom! E ainda Tocando em Frente, do repertório de show com Guilherme na voz.

Teve mais uma de Renato Teixeira, que gosto muito, Um Violeiro Toca. Outra que ficou muito legal foi Evidências, sucesso com Chitãozinho e Chororó. O especial daria um belo show para atingir também outro público em horário normal de teatro. Foi o que conversamos durante a gravação eu e Paula Costa, fotógrafa e amor de Rodrigo. Mesmo que não aconteça, algumas canções podiam ir para o repertório de show porque ficaram excelentes.





Setlist (ordem pode mudar na edição do programa)

Eu e Deus no Sertão – Vitor Chaves – Vitor e Leo.
Tocando em Frente – Renato Teixeira e Almir Sater - Os dois gravaram, mais Maria Bethania, Paula Fernandes e Sérgio Reis
É o Amor – Zezé de Camargo - Zezé de Camargo e Luciano
Um Violeiro Toca – Renato Teixeira, Zé Geraldo - Renato Teixeira
Romaria – Renato Teixeira - Ele e Elis Regina
Um Tanto – Rodrigo Suricato - Suricato
Nuvem de Lágrimas – Paulo Debetio, Paulinho Rezende – Chitãozinho e Chororó.
Bobagens – Rodrigo Suricato - Suricato
Asa Branca – Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira - Luiz Gonzaga
Um Sonhador – Cesar Augusto e Piska – Leandro e Leonardo
O Sanfoneiro Só Tocava Isso – Tonico, Maninho, Priminho, Manuel Goes – Tonico e  Tinoco
Dona do Meu Destino – Zé Henrique – Zé Henrique e Gabriel
Disparada – Geraldo Vandré e Theo de Barros - Jair Rodrigues.
Evidências – José Augusto, Paulo Sérgio Valle – Chitãozinho e Chororó

P.S. Agradeço a Pedro Secchin pelo convite, a Tatiana Wolf e Mayara Benatti da Inpress e a Paula Costa pelas fotos para este post.

Um comentário: