sábado, 6 de agosto de 2016

Helga e Bullet Bane mandam bem no Rio Novo Rock

Helga - Fotos de Cleber Junior

A noite de agosto do Rio Novo Rock rolou nesta quinta com duas boas bandas, Helga (Rio) e Bullet Bane (SumPaulo). Teve pouco menos de meia casa, mas as bandas mereciam mais público, enfim é um ônus de apresentar novas bandas, que o Imperator tem condições de absorver com outras atrações que lotam a casa. Lenine, neste sábado, com lotação esgotada é um deles. 



Bullet Bane: Victor (voz), Rafael (baixo)d

A DJ Eliza Schinner tocou mais bandas novas do que os demais que tocam no Rio Novo Rock, afinando-se com a finalidade do projeto. Não deixou de mandar porradas de Metallica, Judas Priest, AC DC, Rage Against The Machine e outras.



A DJ Eliza Schinner

A Helga é um quarteto bem entrosado, baixo, guitarra, bateria e vocal. O vocalista Vital tem um timbre rouco e só peca na pouca presença de palco, falta mais movimentação, na última música, Ace of Spades, uma homenagem ao eterno Motorhead Lemmy, teve o cuidado de colocar o microfone mais alto que ele como fazia o Homem. 


Vital - Helga

O guitarrista Pedro Nogueira faz levadas pesadas com eficiência, poucos solos. O baixista Dave D’Oliveira toca o baixo seco que funciona também como uma segunda guitarrista e o baterista segura bem a onda, ou seja, um quarteto muito bem amarrado que só precisava variar mais as músicas, muitas parecidas. O repertório foi dos dois EPs, um com o nome da banda e o mais recente, Ninguém sai ileso de ninguém.



Pedro Nogueira - Helga

O paulistano Bullet Bane viaja por várias tendências do rock. No começo fez um número lento, cheio de climas, me remeteu ao rock viajante que o Pink Floyd fazia no começo da carreira, sem comparações, please.  As duas guitarras, Danilo Souza e Fernando Uehara tem papéis definidos, se complementam muito bem, fogem do esquema um faz base o outro sola e vice versa, trocam frases em timbres contrastantes que enriquecem as levadas.



AVictor - Bullet Bane

A banda também ataca com metal pesado, que agrada mais a plateia e leva o povo à loucura com canções hardcore cantadas em inglês com tudo a que o gênero tem direito, invasão do palco para saltar nos braços da turma e rodas de pogo. O vocalista Victor segura bem, mas nada entendi das letras em inglês pelo andamento rápido e o vocal esgarçado. Fizeram uma bela recriação de Jorge da Capadócia, de Jorge Ben, num início lento e com peso mais adiante, apoderando-se da música como devem ser as recriações. Fizeram uma longa jam, lenta com excelente trabalho das duas guitarras. Dois nomes que soma m ao Rock Brasil.

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