domingo, 24 de setembro de 2017

Capital Inicial movimenta o Rock in Rio com show de sucessos

Yves Passarel e Dinho Ouro Preto - Foto de Cleber Junior

Por Thaís Monteiro*


Os veteranos do Capital Inicial são figurinha repetida no Rock in Rio. Eles foram escalados para participar do festival pela sétima vez, agora abrindo a noite no palco mundo do último dia da edição. Por uma coincidência, ou não, é a terceira vez em que eles tocam na mesma noite em que os californianos do Red Hot Chili Peppers.

Como se trata de um ambiente habitado pela diversidade, o público naturalmente se divide entre aqueles que são fãs da banda e cantam alto todas as músicas, quem conhece os maiores sucessos e acaba entrando no clima e quem não aguenta mais ouvir a banda no evento e acaba não assistindo ao show.

Sobreviventes do rock nacional da década de 1980, a energia da banda é inegável, assim como o fato de Dinho Ouro Preto ser um excelente frontman, sabendo comandar o público, o que deixa o show visualmente mais bonito, como as ondas formadas pelos braços e palmas em sincronia, que dão um show a parte, ainda mais quando se trata de uma plateia lotada, como a do Rock in Rio.
Plateia essa que aplaudiu bastante a entrada no palco para a terceira vez em que Dinho, Yves Passarell e os irmãos Flávio e Fê Lemos trouxeram um repertório que reuniu diversas fases da carreira. A abertura ficou por conta de O Bem, O Mal e O Indiferente”, acompanhada por efeitos pirotécnicos, que se estenderam por toda a apresentação. Mas foi com a segunda música do set, “Independência”, que eles levantaram o público.

O coro continuou com “Quatro Vezes Você”, “Depois da Meia Noite” e “Fátima”, que vieram na sequência. O ponto alto foi com “Primeiros Erros”, com o público cantando sozinho em uníssono, seguido por gritos de “Uh, é Capital” e Dinho muito emocionado, como costumamos ver em todas as participações no festival.

Na sequência, foi a vez de sair do chão com “Mulher de Fases”, em uma homenagem aos Raimundos, seguida por mais um grito de “Fora Temer” ecoando pela Cidade do Rock. Também entraram no setlist “Fátima”, “Olhos Vermelhos”, “Veraneio Vascaína”, entre outras que foram bem recebidas por quem estava assistindo.

Até que chegou a hora de trazer a lembrança do Aborto Elétrico com “Música Urbana”, em uma versão repaginada, com uma bela introdução de baixo e ainda com direto a um mosh de Dinho. Eis que chega o momento de protesto com a clássica, com a letra mais atual do que nunca, “Que País é Esse?”, que foi encarada pela banda como praticamente um dever civil executá-la.

A faixa, que foi dedicada a Michel Temer, resultou em novos gritos de “Fora Temer” entre o discurso de Dinho e a primeira estrofe. Com “Natasha”, seguida por “À Sua Maneira”, o Capital Inicial encerrou mais uma participação no Rock in Rio com aquele show sincronizado de músicos e plateia, com os braços para o alto, embelezando ainda mais a Cidade do Rock.

*Jornalista convidada para a cobertura do festival.




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