sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Def Leppard faz show com hits e harmonia no palco

ATT. Este ano conto com a força da repórter Thais Monteiro na cobertura do Rock in Rio. Ela é jornalista, é do rock e trabalha na produção do Imperator

Por Thaís Monteiro
Obs. A produção não deixou que fotografássemos o show.

A banda inglesa subiu ao palco do Rock in Rio na noite de quinta e dividiu o público entre aqueles em que viviam o sentimento da palavra Hysteria e aqueles que não conheciam muito o trabalho dos músicos. Para os fãs, Def Leppard fez valer a pena a espera para vê-los no festival, após o cancelamento na saudosa edição de 1985 do festival, na qual foram substituídos pelo Whitesnake.

Há quem acredite que a única razão tenham sido as gravações de um disco, assim como há quem bata o martelo e coloque o acidente com o baterista Rick Allen, quando perdeu seu braço esquerdo, como fator principal. Opiniões divergentes sempre estão presentes entre os fãs, independente do artista. Fãs esses que já estão levando seus filhos adolescentes, e até adultos, para o show.
Foi em meio ao clima familiar, com parte do público afinado, que os ingleses foram recebidos. Hysteria, não é só uma palavra traduzida para dar sentido à emoção vivida pelos roqueiros, mas também é o título do álbum escolhido pelo quinteto para ser o carro chefe do show e também o de maior sucesso da banda. O primeiro hit executado foi Animal e fez com que fosse possível ouvir um coro mais próximo ao palco.

No set também entraram Love Bites, Rocket e Pour some sugar on me. Apesar do desfile de boas músicas, do impactante timbre das guitarras e do show impecável, muitas pessoas ficaram deitadas nas cangas no entorno do palco mundo. Hysteria, seguida por um trecho de Heroes, de David Bowie e Rock of Ages foram momentos altos da apresentação.

Outro ponto que merece destaque é a performance do baterista Rick Allen. O músico, que sofreu um acidente de carro em dezembro de 1984, teve seu braço esquerdo inteiro amputado, ocasionado pelo forte impacto. O kit adotado por ele foi desenvolvido sob medida e combina elementos acústicos e eletrônicos. Observando o instrumento mais a fundo, é possível notar que, no chão, um sistema de pedal triplo funciona como um braço virtual, o que permite que Rick tenha uma segunda opção para a reprodução dos sons da caixa, bumbo e um dos tons.

Def Leppard percorreu diferentes fases da carreira (apesar de focar mais em um único álbum) em pouco mais de uma hora de show e fez jus à capacidade criativa e à musicalidade da banda, que, agora, em sua segunda vinda ao Brasil, volta pra casa sentindo o calor e ainda ouvindo os aplausos de 100 mil pessoas ao fundo, diferente da apresentação que fizeram em 1997, para pouco mais de 100 pessoas, segundo o guitarrista Phil Collen em entrevista para o jornal O Globo, no mês passado.

O saldo da apresentação foi positivo. Quem não conhecia, teve a oportunidade de ver o melhor da banda, reunindo tudo o que havia de melhor dentro do estilo, na década de 80. Com aplausos um pouco mais fortes, a banda se reúne para uma foto no palco com um público ao fundo. A noite valeu a pena para os músicos e para os fãs.

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