domingo, 17 de setembro de 2017

Frejat representa o Rock Brasil num domingo de muitos estilos no Rock in Rio

Frejat e Lanlan ao fundo - Fotos de Cleber Junior

Frejat trouxe para o Rock in Rio ausências muito sentidas na nossa música, Luiz Melodia (Negro Gato), Cássia Eller (Malandragem) e, principalmente Cazuza, com quem ele construiu um belo acervo dentro e fora do Barão Vermelho que hoje é o lado forte de sua carreira solo. Ele abriu o Palco Mundo neste domingo como único representante rock da noite.

Foi a estreia de sua nova turnê, Tudo Se Transforma, música nova lançada no último dia 15 (sexta) parceria com Sérgio Serra, um guitarrista que faz falta, e Maurício Barros, que tocou com ele muitos anos e agora voltou ao Barão Vermelho como um de seus fundadores, o outro é Guto Goffi.

Frejat é um grande vocalista e músico, mas não e um showman como Samuel Rosa (Skank) que no sábado pegou a plateia, embrulhou e botou no bolso com seu carisma fulminante. Frejat é contido, daí demorou um pouco para fazer o link com a plateia só pela alta qualidade do repertório e da banda.

Com Marcelinho Costa (bateria) e Humberto Barros (tecclados)

Ele entrou com duas fortes do Barão, Pense e Dance e Puro Extase com reação morna da plateia. A seguir uma parceria com Cazuza solo que ele disse nunca ter cantado, Ideologia, a do verso “meus inimigos estão no poder.”  E o povo "Fora Temer."A nova Tudo se Transforma é muito interessante, um rock com o mote de começar de novo em versos que dizem que ele não vai olhar para trás e que segue na rota da mudança. Claro que não de pode negar o passado, porque é o que somos, mas certamente se deve seguir por conta própria para honrar o que se foi.

Senti falta de maiores improvisos, Frejat é bom nisso, mas com apenas uma hora de show fez números curtos para caber mais canções. O show começou a esquentar quando ele fez o set de violão com O Poeta Está Vivo e a certeira Por Você. Aí veio a primeira da carreira solo, Segredos, acompanhada pelo povo que embarcou direto no show.

Frejat só foi na ponta do palco três vezes, uma movimentação que podia ser maior se tivesse feito um setlist menor. Malandragem, dele e Cazuza, sucesso com a saudosa Cássia Eller, incendiou a plateia, já no bolso dele, que emendou com Amor Pra recomeçar.


Com Billy Brandão

A banda é top e contou com a percussionista Lan Lan como convidada. Billy Brandão (guitarra) mandou solos em Malandragem e Exagerado, esta solo de Cazuza, parceria com Leoni e o saudoso mestre Ezequiel Neves. Marcelinho Costa mandou um rápido solo de bateria na introdução de Amor Pra Recomeçar. Bruno Migliari encarnou Bill Wyman, plantado no palco mandando ver no baixo. Uma movimentação dos músicos também ajudaria na dinâmica do show.
As projeções do telão central são muito bem transadas, no começo um globo prata atrás de Frejat, que depois se converte em imagens, não sei de pode se dizer geométricas. Às vezes confunde com a banda na frente, embora as imagens dos músicos estejam nos telões laterais.



A reta final foi Barão Vermelho quase direto: Bete Balanço, com excelente solo de Frejat, Porque a Gente É Assim?, Exagerado e a que encerra os shows do Barão desde o primeiro Rock in Rio e que Frejat solo também adotou, Pro Dia Nascer Feliz. A ausência de alguns covers estranhos que ele anda tocando na carreira solo contribuíram para a melhoria do show. Tomara que continue assim, com mais material próprio inédito.

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