segunda-feira, 25 de setembro de 2017

República estreia show de novo álbum no Rock in Rio

Leo Beling (voz)

A segunda atração da noite Metal Brasil do Palco Sunset foi a paulistana República, banda de exportação com repertório em inglês e penetração até o talo no mercado europeu. Pela terceira vez no Rock in Rio vieram com uma proposta ousada discutida a vera entre eles até bater o martelo. Tocara a íntegra do novo álbum, Brutal & Beautiful, pela gravadora inglesa Rough Trade.

Festival é lugar para tocar sucesso, fazer a massa pular, gritar e cantar junto. Eles preferiram apresentar um show bem produzido e bem tocado, com apurado apelo visual e seja o que os deuses quiserem. Conseguiram uma reação dividida da plateia e minha. Muito legal o começo, com o bebe da capa do álbum falando o conceito do disco, boas imagens no telão central, painéis no palco com mais imagens, esguichos de fumaça e Redemption Day, de Johnny Cash, em áudio no começo.

Luiz Fernando Vieira (guitarra solo)

Começaram com as faixas Black Wings, Time to Pay, o vocalista Leo Beling deu a primeira palha do q rolava, prosseguiram parados no palco, precisos, mas um tanto frios. Pensei logo, é estreia de show novo, os caras já tem estrada, não é para tocar assim. As canções eram boas, bem construídas, ganhei o disco antes do show, olhei as letras no encarte, bem feitas, aí tinha. Mais tarde na sala de imprensa, um amigo comentou que parecia que eles estavam tocando para eles mesmos, de certa forma estavam mesmo, pelo menos na primeira parte.


Jorge Marinhas (guitarra base)

Quando expliquei que era a primeira vez, ele entendeu porque é do ramo.
Encerrados os trabalhos fui falar com eles no camarim para saber qual era. Aí soube a história que contei acima, é o início de um projeto que vai deslanchar com turnê europeia, abertura de shows de Alice Cooper na França e na Bélgica, na Suécia com outro grupo que esqueci. Este desconforto que muita gente do meio sentiu é o preço que pagaram pela ousadia, mas os anos de estrada me permitiram ver que tinha coisa ao ali.

Perguntei se o álbum era conceitual porque as letras que vi rapidamente antes do show remetiam para reflexões sobre uma realidade amarga com toques de otimismo apesar de tudo. Disseram que não chamam de conceitual, mas ao logo da feitura de um ano do disco acabaram pintando estas similaridades que amarraram muitas faixas. No fechamento dos trabalhos, perguntaram a um técnico o que achou do disco, a resposta foi que era Brutal e Belo. Acabaram adotando o nome que tem implicações filosóficas sobre a vida de todos nós, especialmente brasileiros, onde o brutal se mostra de maneira tão amarga, seja pela violência nas ruas, seja pela violência de quem rouba verbas da educação e saúde. A beleza está na esperança dos cidadãos, que precisam tomas rédeas de seu futuro. Tudo isso é sacação minha, eles não falaram isso.


Marco Vieira (baixo)
O show esquentou do meio para o final, se soltaram, começaram a se movimentar e receberam uma resposta melhor do público. Um momento de reflexão foi na música foi em Tears Will Shine, com participação da violinista Iva Giracca, dedicada a músicos falecidos que influenciaram a banda e também a parentes que se foram. Fotos se sucederam no telão durante a canção tributo, um momento emotivo. Alguns deles: Prince, Dio, Elvis Presley, Frank Zappa Freddie Mercury, Renato Russp. George Harrison, John Bonham, Kurt Cobain, Chester Bennington, Jimi Hendrix, Lemmy, David Bowie e outros se sucederam no telão. Me deu até um choque de ver quanta gente de pesos e foi.


Capa de Sergio Gordilho e Bruno Valença

Em resumo, Republica tem um  bom show e um bom disco na rua. Em seis meses o show estará nos trinques. Além de Leo Beling, a banda tem Luiz Feernando Vieira (guitarra solo), Jorge Marinhas (guitarra base), Marco Vieira (baixo) e  Mike Maeda (bateria e imagens). Rock On!

Obs. Não tive foto do baterista Mike Maeda. Sorry.

Nenhum comentário:

Postar um comentário