sábado, 23 de setembro de 2017

Rock in Rio volta aos anos 80 a bordo do Tears For Fears

*Por Thais Monteiro

Obs. A produção não permitiu que fotografássemos o show.

Tears for Fears subiu ao palco para deixar a cidade do rock com a cara da década de 1980. A abertura ficou por conta de um dos maiores sucessos da banda, que foi acompanhada pelo público ao tocar Everybody Wants To Rule the World (Antes da banda entrar, tocou no P.A. uma versão desta mesma música pela cantora neozelandesa Lorde).

 Os britânicos logo mostraram que não tiram nota máxima apenas no quesito qualidade musical e simpatia, mas também em português. Ainda no início, começam a interagir com o público na mesma língua, falando que estavam felizes por estar no Brasil.

Os britânicos mantiveram o alto nível fazendo um passeio por toda a carreira, tocando sucessos como Advice for the Young at Heart, Sowing the Seeds of Love, Mad World e muitos outros. A capacidade de Roland Orzabal e Curt Smith de fazer músicas para embalar diversas gerações é incrível. E todas as gerações cantaram os clássicos em uníssono. O coro ultrapassava as 100 mil pessoas, a cidade do rock hoje estava mais lotada do que nunca.

Para completar, um cover de Creep, do Radiohead, numa versão mais no estilo balada oitentista, seguida por Pale Shelter. O fim do percurso ficou com Shout, encerrando de forma justa, porém deixando o público com um gosto de "quero mais". No caso, gosto de "quero Woman in Chains". Ela fez falta, mas não deixou o set menos nobre, até porque, em se tratando de Tears for Fears, canções conhecidas pelo grande público não faltam. Qualidade vocal e instrumental foram as palavras chave.

Um comentário:

  1. Cadê o blues? Você cobrou do Aerosmith, como indispensável. Off course, pop é pop e rock é rock. Gosto dos dois. Os Tears for Fears sempre mostraram qualidade de CD nas apresentações ao vivo. Já os assisti duas vezes, em diferentes festivais. Infelizmente, já não mostram mais. No entanto, foram reverenciados por você, Thais Monteiro. Afinal, o que seria do azul se não fosse o amarelo. Seu texto é bom, mas peca pela questão do gosto. Sorry baby! Keep smiling!

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