sábado, 16 de setembro de 2017

Samuel Rosa bota a multidão no bolso e garante sucesso do Skank no Rock in Rio

Skank - Fotos de Cleber JUnior

Assisti de casa ao Skank no Multihow. Samuel Rosa (Voz e guitarra) é um profissional acostumado a manipular e reger multidões, o que fez muito bem na abertura do Palco Mundo neste sábado, segundo dia de Rock in Rio. Samuel massageia o ego da galera e depois pede colaboração, daí o povo vem com tudo e ele sai consagrado. Smart ass.

Samuel se diz rock, mas já é pop há muito tempo. E baladeiro, faz a multidão cantar com ele suas baladas que galgaram as paradas de sucesso. Babas sempre tem mais chance de tocar nas rádios, ou tinham, antes da era do jabá desenfreado vigente hoje. Ele também foi o primeiro a fazer um violento discurso contra a classe política antes de cantar uma do primeiro álbum da banda, Indignação, que transformou em Indigna Nação no refrão. Sua fala, sob o coro de “Fora Temer”, centrou na roubalheira descarada dos políticos, que chamou de “mais que ladrões, vocês matam gente” e ainda na falta de ética e moral, nas malas de um dinheiro que devia estar na saúde e educação,  no poço que existe entre o povo e a classe política, Não falou, mas devia ter lembrado, que todos eles são eleitos pelo povo, podia ter aproveitado aquele abrangente palanque, transmitido pro Brasil inteiro, para pedir que todos votem melhor, não elejam ladrões, informem-se em quem vão votar.

Samuel Rosa com Haroldo Ferreti no telão

Ele abriu o setlist com três músicas rápidas de sucesso para por a multidão no bolso  logo de cara, É Uma Partida de Futebol, É Proibido Fumar, que o povo completa no refrão com “maconha” e Saideira, todas em cima de metais, todas bem pop.

Para, em seguida, baixar a bola com Canção Noturna que disse ser sobre o interior do país. Antes de Ainda Gosto Dela, mais babação de ovo da galera para que o acompanhasse a plenos pulmões nesta balada horrível. Ele chamou atenção para um projeto paralelo do festival, o Amazona Live, que planta 73 milhões de mudas na Amazônia (saiba mais em http://www.amazonialive.com.br/).


Henrique Portugal capricha nos vocais

Jackie Tequila é um dos maiores números da banda ao vivo, Samuel só na voz, em improvisos e pedidos pra Galera. Além de comandar a multidão, ele comanda a luz, pede pra iluminar a plateia e tenta comandar a imprensa, dizendo que aquelas imagens do povo são a capa do jornal (anotaram, editores?).

Na reta final Garota Nacional, Vamos Fugir e Vou Deixar, a canção da banda com o melhor riff, de impacto, uma ideia do genial Tom Capone, produtor que nos faz muita falta. Samuel falou muito rápido o nome dos músicos que acompanham a banda. Aliás é uma falha da geralmente bem organizada assessoria de imprensa do festival. Divulgam os setlists, mas não os nomes dos músicos.



Os titulares da banda são Samuel Rosa (vocal, guitarra), Lelo Zaneti (baixo), Henrique Portugal (teclados) e Haroldo Ferreti (bateria). Na wikipedia constam os seguintes nomes, não sei se atualizados: Doca Rolim (guitarra e vocal), Vinícius Augustus (saxofone), Paulo Márcio (trompete) e Pedro Aristides (trombone).

O Skank saiu consagrado pelo repertório popular acumulado em 26 anos de carreira, provavelmente se credenciaram para o próximo Rock in Rio, já que sempre repetem as atrações brasileiras do Palco Mundo.

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