terça-feira, 26 de setembro de 2017

Sepultura ganha reforço de cordas para atacar de Machine Messiah no Rock in Rio

Andreas Kisser - Fotos de André Luiz Costa

"Sepultura, Sepultura"... o som mais poderoso do Rock in Rio troou no encerramento do Palco Sunset neste domingo. O equivalente a um terremoto de 20 pontos na escala Richter, um tsunami continental, uma bomba de hidrogênio norte coreana? Tudo isso define mais ou menos a potência que o quarteto brasileiro desencadeou no palco. Era insuportável ficar diante das caixas de subwoofers no pit, perigas descolar o cérebro do crânio. Que puta show!!


Derrick Green

O carro chefe foi o novo álbum, Machine Messiah, responsável por seis das 12 músicas do setlist. No apoio uma seção de violinos com Lucas e Moisés Lima, mais instrumentistas da Orquestra Sinfônica de Santo André e o maestro Renato Zanuto, que tocou um órgão Hammond. Os violinos tiveram que brigar para serem ouvidos em meio aos trovejantes baixo (Paulo Jr), guitarra (Andreas Kisser) e bateria (Eloy Casagrande ), além da mega poderosa garganta de Derrick Green. Adjetivação demais, né? Fazer o que, o Sepultura chegou a um nível de excelência que o credencia para a elite do metal planetário. Totalmente superada a ausência dos irmãos fundadores Max e Igor Cavalera (Há controvérsias, sei disso).

Paulo Junior e Derrick Green

Se são os Messias de Metal já seria exagero, mas que mandam muito bem sem dúvida. Na plateia formou-se a habitual roda, que sempre assusta os seguranças. Vários subiram nos degraus da grade para ver o que acontecia. Parece briga mesmo, mas é nada disso, só a rapaziada se divertindo. Cada um com seu cada qual.

Eloy Casagrande

Eu fiquei rindo de a (aparentemente) careta Família Lima estar metida naquele caos todo, tocando furiosamente seus instrumentos, o que a Sandy, acharia daquilo e se ele  começasse a tocar heavy metal em casa (sei lá, de repente são metaleiros na vida particular). Tergiverso.

Andreas falou que iam enfatizar o novo álbum, mas haveria espaço para o “velho Sepultura” numa prova da crença dele na transformação da banda. Confesso que não ouvi o disco com as letras para saber qual é a do Messias Máquina, instrumentalmente senti arranjos mais elaborados ainda que dentro dos mesmos timbres na guitarra de Andreas e ainda em solos virtuosos nas partes aguda, média e grave da guitarra. Não sou muito chegado a solos muito agudos, prefiro ao estilo Tony Iommi, do Black Sabbath.


Andreas Kisser

Claro que o coro da plateia entrou nas conhecidas. Começou com Arise, pulou para Refuse Resist e fechou com duas do disco mais conhecido do “velho” Sepultura Ratamahata, vocal de Paulo Jr, e Roots num arranjo para o festival com os violinos. Saí do  Sunset a caminho da Sala de Imprensa, quando virei a esquina na direção do Palco Mundo reparei que o Offspring já tinha começado. Perto do som do Sepultura, aquilo parecia uma banda brega num P.A. de terceira.

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