segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Supla vira o jogo no Palco Sunset com garra e vibração

Supla - Foto de Cleber Junior

O Rock in Rio não teve noite de metal no Palco Mundo, mas o Palco Sunset dedicou seu último dia ao metal made in Brasil, mas cantado em inglês. A abertura ficou a cargo de duas atrações de São Paulo. A banda Doctor Pheabes recebeu o cantor Supla na segunda parte de seu show.

Com duas guitarras, baixo e bateria, além de três vocalistas, a Pheabes  apresentou cinco músicas  em que se destacaram os dois guitarristas em boa troca de solos, mas o vocalista Parras não tem o punch e nem a garganta exigida pelo gênero metálico, o que fica evidente se comparado com os vocalistas das bandas seguintes, Leo Beling, da República e Derrick Green, do Sepultura. Tá, este último é covardia.


Doctor Pheabes

O molho e o carisma que faltavam sobrou com o convidado Supla, um dos mais folclóricos remanescentes da Geração 80 do Rock Brasil. Folclórico não é pejorativo, apenas por seu estilo visual, mas é rocker dos bons. Billy Idol cancelou a vinda ao Rock In Rio, mas Supla veio e abriu com Dancing With Myself, uma evocação ao tempo em que o comparavam ao cantor inglês. Com seu visual  extravagante e presença de palco, Supla botou o show no bolso.


Parras e Supla

Uma versão hard rock do hino pacifista Imagine foi acompanhado pela plateia, uma vocação pela paz  com energia em vez do tom suave do original. Duas canções de seu repertório de carreira Waitin' in Tokyo e Green Hair (Japa Girl) foram  muito bem recebidos, além de uma bela versão de Heroes, de David Bowie.  "We can be heroes, just for onde day," é por aí.

Parras votou para o encerramento, Where Do You Come From e o hit de Supla na banda Tokyo, nos anos 80, Garota de Berlim. Delírio geral e boa noite. Grande presença.

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